ASSOCIAÇÃO BASEBOL MADEIRA
Na Região Autónoma da Madeira, a prática e regulação do basebol/softbol estiveram ligadas a diferentes entidades organizativas.
As principais associações e estruturas de registo ligadas à modalidade no arquipélago são:
1. Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira
Tipo:
Associação cultural e recreativa para promoção da modalidade. Ano de Constituição:
2004. Sede: Funchal, Madeira.
2. A.D.R.B.S.K.R.A.M.
(Associação Desportiva e Recreativa de Beisebol, Softbol e Kickball da Região Autónoma da Madeira)
Tipo:
Associação desportiva abrangendo modalidades como beisebol, softbol e kickball. Sede: Funchal, Madeira.
3. Contexto e Histórico no Arquipélago
Comunidade e Influência: A prática do basebol na Madeira esteve historicamente ligada ao regresso de emigrantes luso-venezuelanos, que trouxeram a forte tradição da modalidade.
Desenvolvimento Local: A modalidade foi-se adaptando através de núcleos regionais e clubes locais (como a Associação Desportiva do Campanário, na Ribeira Brava, local onde esteve situado um dos campos de treino dedicados).
Enquadramento Nacional: Em termos oficiais de competição federada e regulamentação a nível nacional, a modalidade é tutelada pela Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS).
CAMPEONATOS DA Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira
A Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira (ACRBSM) — fundada formalmente em 2004 — não organiza atualmente um campeonato regional oficial regular ou uma liga estruturada nos moldes tradicionais de outras modalidades.
A dinamização do basebol e softbol na Região Autónoma da Madeira funciona com características muito específicas:
1. Formato de Competição: Mini-Torneios e Torneios Informais
Em vez de campeonatos longos por pontos com várias jornadas ao longo da época, a ACRBSM e outras entidades parceiras focam-se em:
Mini-torneios regionais: Competições concentradas ao longo de fins de semana (por exemplo, os mini-torneios organizados em parceria com associações como a VENECOM e núcleos de freguesia, como São Martinho ou a Quinta Grande).
Jogos de exibição e captação: Encontros pontuais para divulgação das regras da modalidade e atração de novos praticantes.
2. O Papel da Comunidade Luso-Venezuelana
O impulso para a realização destas provas pontuais tem um forte pendor comunitário:
A grande maioria dos participantes e impulsionadores dos torneios na ilha são emigrantes regressados da Venezuela e luso-descendentes, onde o basebol é o desporto nacional.
A associação serve maioritariamente como plataforma de apoio logístico e de integração social e recreativa, em vez de uma associação federativa formal com quadros competitivos regulares.
3. Os Desafios do Basebol Regional
A ausência de um campeonato regional estruturado deve-se essencialmente a três fatores:
Infraestruturas dedicadas: A Região Autónoma não dispõe de um campo oficial/específico de basebol (com relvado e infield em terra batida nas dimensões regulamentares). Os treinos e torneios decorrem habitualmente em campos de futebol adaptados ou polidesportivos (como no RG3 ou recintos escolares).
Número de equipas: A inexistência de um número mínimo de clubes formalmente constituídos dificulta a criação de uma liga regular.
Enquadramento Nacional: As poucas equipas ou atletas que pretendem competir a nível federado formal dependem da Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) e do circuito nacional do continente.
Lobos Basebol Campanário
O Lobos B.C.
1. O Surgimento da Equipa e o Contexto
Origem: Formada predominantemente por emigrantes luso-venezuelanos fixados na Madeira, a equipa dos Lobos surgiu no início dos anos 2000 como um dos núcleos ativos de basebol na ilha.
Enquadramento Local: Durante os anos de expansão da modalidade na Madeira, foram constituídas diversas equipas regionais representativas de diferentes concelhos/freguesias (como os Lobos, os Criollos da Calheta, os Caciques do Funchal ou o Funchal Basebol Club).
2. A Ligação Histórica ao Campanário (Ribeira Brava)
O Campo da Adega:
A freguesia do Campanário (no concelho da Ribeira Brava) foi o grande berço da modalidade no arquipélago. Era no Campo da Adega (um recinto desportivo em terra batida localizado no Campanário) que as equipas regionais, incluindo os Lobos, realizavam os seus treinos e os jogos dos torneios locais. Acolhimento pela Associação Desportiva do Campanário:
Dada a escassez de infraestruturas e apoio para o basebol, a Associação Desportiva do Campanário (ADC) apadrinhou a modalidade na Região, integrando e dando apoio logístico às equipas locais e aos seus praticantes quando estas deixaram de estar sob a alçada de outras estruturas.
3. A Dinâmica Competitiva
Os Lobos participaram em diversos campeonatos regionais informais e torneios demonstrativos promovidos no arquipélago (como o Campeonato Madeira Baseball e jogos de exibição no Campo dos Prazeres e no Campanário).
Como aconteceu com a maioria das equipas da ilha, a atividade dos Lobos dependia do empenho voluntário da comunidade luso-venezuelana. Com o passar dos anos, a falta de um campo regulamentar de raiz com relva/infield adequado e a escassez de apoios financeiros levaram a que as equipas fossem reduzindo a sua atividade regular.
Os primeiros passos do basebol foram dados na ilha da Madeira, com um torneio realizado no domingo - 7 de março de 2024, entre quatro equipas, no campo de futebol do Campanário em Santo da Serra. A equipa do Curral das Freiras venceu o torneio, onde estiveram presentes duas formações do Funchal e uma da Calheta.
Carlos Santos, um dos responsáveis da iniciativa juntamente com Pedro Adolfo, mostrou-se satisfeito com o evento. "Agrupámos entre 30 e 40 jogadores, com uma assistência bastante razoável de adeptos, e ficou na história o nascimento de uma nova modalidade na Madeira."
Aquele responsável diz que o basebol na ilha não está ligado à Federação Portuguesa de Basebol e Softbol porque "há que fazer viagens, e ainda não podemos pensar nisso," mas diz que no futuro será possível. O próximo torneio está agendado para o dia 21 deste mês.
A notícia que partilhou traz detalhes interessantes, mas contém alguns erros de datas e localizações geográficas que vale a pena clarificar para alinhar a história real do basebol na Madeira:
1. A Incoerência das Datas e dos Locais
O Ano: O evento em questão refere-se, na verdade, ao ano de 2004 (e não 2024). Foi nesse ano histórico que o basebol teve o seu grande arranque informal na ilha, dinamizado por Carlos Santos e Pedro Adolfo.
A Geografia: O texto menciona "campo de futebol do Campanário em Santo da Serra", o que mistura duas freguesias em pontas opostas da ilha. O Campanário fica no concelho da Ribeira Brava (onde ficava o famoso Campo da Adega), enquanto o Santo da Serra fica nos concelhos de Machico/Santa Cruz. O torneio pioneiro decorreu no Campanário.
2. O Torneio Histórico de Março de 2004
Com estas correções, esse domingo de 7 de março de 2004 ficou de facto assinalado como um dos grandes marcos de arranque da modalidade na Região:
Equipas Participantes: Juntaram-se quatro formações (duas do Funchal, uma da Calheta e a do Curral das Freiras).
Vencedor: A equipa do Curral das Freiras sagrou-se campeã dessa jornada inaugural.
Participação: Reuniu perto de 40 atletas, a grande maioria regressados da Venezuela, demonstrando a enorme paixão comunitária pela modalidade.
3. A Realidade dos Custos Insulares
A declaração sobre a Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) sintetiza perfeitamente a maior barreira que a modalidade sempre enfrentou na Madeira: a insularidade e a logística financeira.
Como a participação em campeonatos nacionais federados implicava deslocações de avião ao continente para jogar em cada jornada, a modalidade optou por crescer através de um circuito de torneios locais e regionais autossustentados.
Com base nesse torneio inaugural de 7 de março de 2004, a classificação final conhecida da competição foi a seguinte:
Classificação Final do Torneio Inaugural (Março 2004)
| Posição | Equipa | Origem / Concelho |
| 1.º | Curral das Freiras | Câmara de Lobos (Campeão) |
| 2.º | Equipa do Funchal A | Funchal |
| 3.º | Equipa do Calheta | Calheta |
| 4.º | Equipa do Funchal B | Funchal |
Destaques do Torneio:
Vencedor: A equipa do Curral das Freiras superiorizou-se às restantes formações num torneio disputado em formato concentrado (eliminatórias/liguilha rápida no próprio dia).
Organização: Sob o comando de Carlos Santos e Pedro Adolfo, o evento reuniu cerca de 30 a 40 jogadores, maioritariamente regressados da Venezuela.
Projeção: Foi o primeiro de vários torneios dinamizados ao longo daquele ano de 2004 que impulsionariam, no ano seguinte (2005), a fundação oficial da Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira.
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