segunda-feira, 3 de agosto de 2026

«Sonho com um campo de basebol na Madeira» - 2019

 «Sonho com um campo de basebol na Madeira»

Mais de 120 luso-venezuelanos participaram num torneio no passado domingo na freguesia de São Martinho, Funchal, para reativar este desporto na ilha e manter a ligação às suas raízes

Por Correio de Venezuela -

18 de Abr de 2019

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Delia Meneses

A Associação de Basebol da Madeira encarregou-se de espalhar a palavra entre os adeptos, e as redes sociais também divulgaram o convite para o Torneio Venezuela Portugal. Mais do que um evento desportivo, foi um encontro de dezenas de famílias luso-venezuelanas, que partilharam a música, a alegria e a bem-disposta vivacidade criolla, e que se reuniram graças ao desporto-rei venezuelano: o basebol.

O torneio, que se realizou no campo do Exército (RG3), na freguesia de São Martinho, e que reuniu cerca de 120 pessoas, foi um domingo em família para «matar saudades» e para começar a dar forma a um sonho partilhado por muitos dos presentes: ter um campo de basebol na Madeira.

O primeiro a verbalizar este anseio foi Pedro Rodolfo Freitas, fundador da Associação de Basebol da Madeira, que, juntamente com a sua esposa, deu vida a esta organização no ano de 2004. Eram bons tempos para esta modalidade na ilha, pois entre 2004 e 2009 realizaram-se inúmeros torneios no campo de basebol do Campanário, espaço que hoje se encontra abandonado. Nestes cinco anos dourados tornaram-se tantos que foi necessário criar equipas — chegaram a formar-se até oito, entre as quais: Funchal, Curral das Freiras, Caciques, Campanario, Calheta e Montecristo.

Um pouco por causa da crise, esta prática acabou por cair no esquecimento. Mas algo está a mudar fruto da força de vontade de alguns amantes da modalidade: Freitas, Gonzalo Mendez e Carlos Sousa. O torneio do passado domingo pretende reativar a disciplina na ilha com o fôlego que lhe podem dar os milhares de luso-venezuelanos que chegaram à Madeira nos últimos anos.

No campo do RG3 encontraram-se famílias recém-chegadas e outras com vários anos na Região. Nesse dia, formaram-se espontaneamente quatro equipas que participaram em dois jogos de três innings cada um. Foram distribuídas 60 medalhas.

O «turno do batente» coube primeiro às crianças, como Valeria Aguiar, que chegou há três meses à Madeira e anda no quinto ano. «Fazia-nos falta sentir o ambiente venezuelano, por isso viemos». Ao seu lado estava María Paula Cabrera, de 12 anos, que já está na ilha desde 2015. «O meu pai disse que queria jogar basebol para 'matar saudades' da sua terra natal».

Johen Cáceres está na Madeira desde setembro de 2018, vindo de Ciudad Bolívar. No domingo dava indicações ao seu filho Samuel, de 9 anos, sobre como lançar a bola. «Ele jogava na Venezuela e não quero que se esqueça».

Os pais de Gabriel estavam mais entusiasmados do que ele. O pequeno, de seis anos, parecia desorientado, não sabia como segurar a bola ou a luva; era o seu primeiro contacto com o desporto-rei da Venezuela e não se saiu muito bem. «Ele nasceu na Madeira, mas queremos que mantenha a ligação às suas raízes e, sobretudo, a esta modalidade que faz parte da nossa idiossincrasia».

O evento foi a oportunidade para anunciar a reativação da Associação de Basebol da Madeira, cujo rosto visível, Freitas, pediu apoio às instituições para conseguir que o basebol tenha um espaço oficial na Região Autónoma, um campo para treinar e organizar torneios. «Queremos trabalhar em duas frentes: formar equipas de adultos e participar na realização de aulas de formação para as crianças das escolas da ilha».

É uma aspiração partilhada por João Inácio Abreu, professor de Educação Física da Escola Secundária Jaime Moniz, uma das poucas instituições educativas onde se pratica esta disciplina há quinze anos. «O basebol faz parte do programa académico e os alunos gostam bastante porque o veem muito na televisão e nos filmes. A isto soma-se a presença dos venezuelanos, que trazem a paixão por este desporto. Na Secundária Jaime Moniz há 2900 alunos e todas as turmas jogam basebol».

Abreu destaca que, para promover esta modalidade, o mais importante é a formação, pois é necessário começar pelas bases. Por isso, a Associação de Basebol da Madeira, através do treinador Carlos Sousa, dará aulas de formação na Escola Jaime Moniz. A ideia é replicar esta iniciativa noutras escolas da Madeira, «além de realizar eventos como este não só no Funchal, mas também nos outros municípios da ilha. Também é importante preparar treinadores e árbitros», comentou Abreu.

Freitas convidou todos os interessados em aprender e praticar basebol na ilha a comparecerem todos os domingos, das 12h às 13h, nos treinos que se realizam no campo de futebol sintético em São Martinho, ao lado do cemitério. Lançou também um desafio às mulheres para que se animem a integrar uma equipa de softbol.

Ana Cristina Monteiro, presidente da Venecom e uma das organizadoras da atividade, juntamente com a Junta de Freguesia de São Martinho, precisou que o objetivo é fomentar a integração e o fortalecimento da cultura e dos costumes venezuelanos na Madeira. «Assim como os nossos pais levaram as suas tradições para a Venezuela para fazer sentir a sua terra, agora queremos fazer o mesmo na ilha».

O material de jogo foi cedido pela Escola Jaime Moniz e a Associação de Basebol da Madeira encarregou-se de marcar o campo com cal. Para muitos dos presentes, o basebol era o desporto da sua infância e juventude, pelo que a tarde esteve cheia de boas recordações e desejos de que a jornada se repita em breve.

domingo, 2 de agosto de 2026

Entusiastas do basebol vão reactivar a modalidade na Madeira - 2019

 

DIÁRIO DE NOTÍCIAS Sábado, 13 de Abril de 2019

MODALIDADES

Entusiastas do basebol vão reactivar a modalidade

FILIPE SOUSA

fsousa@dnoticias.pt

Não é uma modalidade com muita expressão na Madeira, mas que conta com um número significativo de entusiastas, sobretudo luso-venezuelanos, não fosse o basebol um desporto de topo num país da América Latina, com mais expressão do que o próprio futebol.

Ora, numa altura em que cresce o número de luso-descendentes que regressam à Região e a $m$áxima procura pela modalidade, que serve também para 'matar saudades' onde, amanhã, no RG3, vai decorrer o I Torneio de Basebol Venecom São Martinho.

Numa organização da Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira, com o apoio da Junta de Freguesia de São Martinho, Escola de Basebol João Inácio e Escola Secundária Jaime Moniz, este evento, que conta já com cerca de 60 inscritos, de todas as idades, visa essencialmente integrar toda a comunidade de emigrantes que regressa à Madeira vindos da Venezuela e ao mesmo tempo divulgar a modalidade que tem cada vez mais praticantes em Portugal e na Europa.

A organização técnica estará a cargo da Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira, organização desportiva que está também a regressar ao activo, após alguns anos de hiato.

Entre 2008 e 2009, no Campo do Campanário, realizaram-se inúmeros torneios de basebol, mas a modalidade acabou por cair no 'esquecimento', algo que está a mudar, por força da dedicação de várias pessoas, entre as quais Pedro Rodolfo Freitas, Gonzalo Mendez e Carlos Sousa, que serão o 'rosto' do evento que decorrerá amanhã no RG3.

"Estão todos convidados a experimentar a modalidade. Queremos reactivar o basebol na Madeira porque há muita gente interessada", explicou ao DIÁRIO Pedro Rodolfo Freitas, dando conta da realização de treinos de há algum tempo a esta parte no polidesportivo de São Martinho.

Como forma de atrair o maior número de pessoas serão distribuídos prémios para os três primeiros classificados, bem como prémios para o melhor batedor e para o melhor 'pitcher'.

Registe-se, a finalizar, que o material de jogo foi cedido pela Escola Secundária Jaime Moniz, pelo que basta aparecer no RG3, a partir das 10 horas deste domingo, para se familiarizar com a modalidade.

REALIZA-SE AMANHÃ NO RG3, O I TORNEIO DE BASEBOL VENECOM SÃO MARTINHO

No passado dia 7 de Abril, no polidesportivo de São Martinho, realizou-se um treino de basebol.

Basebol e campo da Adega abandonados - 2011 - Madeira

 DIÁRIO DE NOTÍCIAS Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019 | 23

NO RASTO DE...

Basebol e campo da Adega abandonados

O estado do campo continua deplorável, mas Ricardo Nascimento diz que a solução pode passar pela concessão.

Modalidade deixou de ser praticada em 2011. O presidente da edilidade ribeira-bravense acredita que este ano o espaço poderá ser requalificado. O autarca confirma o interesse de privados

VÍCTOR HUGO†

vhugo@dnoticias.pt

Há sensivelmente duas décadas que o campo municipal na Adega, no Campanário, é uma autêntica 'pedra no sapato' na política desportiva do município da Ribeira Brava. Os sucessivos executivos passam e não há forma de dinamizar o espaço completamente esquecido e sem manutenção. A altura das ervas daninhas não nega a evidência de um quadro de absoluto abandono. Um cenário que entristece quem já ali praticou desporto, embora não tendo sido futebol.

Nélson Sousa é um desses casos. Foi dirigente e jogador de basebol dos Caciques BC, não esconde o orgulho de ter sido bicampeão regional em 2008 e 2009. Diz ser com tristeza que olha para o campo e que nota a invasão das ervas. Uma dor de alma que não fosse a crise no sector da construção, no início de 2010, talvez não dita-se também o fim da modalidade em 2011. Desde então acabou o basebol na Região.

E, a partir dessa altura, deixou de existir a atenção que dispensavam ao equipamento desportivo: "Jogávamos todos os domingos e éramos nós que fazíamos a manutenção daquele 'Asfaltozinho', fazíamos as marcações com ajuda da Associação do Campanário, não havia ervas como agora existem", lembra esse tempo.

O ex-praticante recorda que o basebol ganhou fulgor no ponto de, em 2008, os clubes terem optado por trocar o campo pelo relvado sintético da Ribeira Brava. De resto, nesse ano, o próprio Consulado da Venezuela apadrinhou a iniciativa numa tentativa de expandir um desporto muito apreciado na Venezuela. Tudo parecia ganhar força, num panóplia que tudo seria igual. Puro ilusão. "Foi só um ano. As pessoas que viviam ali próximo começaram a se queixar do barulho... e, de repente, acabou. Regressamos ao Campanário, por pouco tempo, porque depois veio a crise e foi o suficiente para terminar com a prática do basebol, porque muitos jogadores eram pedreiros ou ajudantes de pedreiro, e por isso tiveram de emigrar", explica os motivos do desinteresse.

No entanto, com o regresso de muitos luso-venezuelanos novamente à Madeira admite que poderá ajudar a ressuscitar a modalidade. "Se houvesse um grupo alargado de jogadores, por que não; mas o estado do campo não oferece condições", meias palavras.

De facto este palco desportivo tem sido usado, de quando a vez, para que alguns automobilistas mais ferrenhos aproveitem para dar largas à perícia da condução com a realização de 'drift' ou outras manobras mais radicais.

PLANO DA AUTARQUIA

Confrontado com esta dura realidade, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Ricardo Nascimento, desdramatiza o cenário onde as plantas invasoras tomaram conta dos quatro lados, referindo que "existe uma possibilidade de um privado vir a explorar o local. Já manifestou o interesse, mas antes pediu que fosse executada uma infraestrutura", começa por explicar.

O autarca eleito em Outubro por um Movimento popular não esconde as dificuldades que tem tido para gerir este dossier, uma herança daquelas que ninguém gosta de receber: "juntamente com o facto de nunca ter tido a utilidade para a qual foi construída. O edil lembra que o campo nasce porque "era preciso criar uma zona de aterro onde fosse possível depositar as terras das diversas empreitadas que foram sendo lançadas na zona alta da freguesia".

A verdade é que segundo Nascimento a autarquia ainda nada inventou para salvar se a titularidade das diversas parcelas da extrema de implantação do campo pertencem ao município, uma questão que pode ser ultrapassada através do direito de usucapião, uma faculdade que está prevista na lei e consiste no direito de posse sobre um bem imóvel ou imóvel em função da utilização desse bem durante um dado tempo como se ele fosse propriedade do utilizador.

Vista da entrada recente e estado da infra-estrutura

FOTOS DÁRIO DE DA SILVA/ASPRESS

Funchal F.X.B.C. Sagra-se Campeão de Basebol da Madeira 2007 em Final Épica

 FUNCHAL — Com uma demonstração exemplar de disciplina, trabalho de equipa e verdadeiro espírito desportivo, a Liga de Basebol da Região Autónoma da Madeira encerrou a sua temporada de 2007 em grande estilo. Num duelo renhido até ao último segundo, o Funchal F.X.B.C. sagrou-se o novo campeão da modalidade, após vencer os vigentes campeões, "Caciques de Funchal", num jogo decisivo.

Uma Reta Final de Enfartar

A partida decisiva foi um autêntico duelo de arremessadores (pitchers) entre Víctor Maikol, pelos "Caciques", e Alberto Rodrigues, a segurar as pontas pelo Funchal B.C.

  • Início desfavorável: Os "Caciques de Funchal" ganharam vantagem no marcador na parte alta da 4.ª entrada e reforçaram a liderança na 6.ª entrada, colocando o resultado em 2-0.

  • A reviravolta: Sem baixar os braços, a equipa do Funchal B.C. respondeu no fecho da 6.ª entrada. Com uma rebatida fortíssima do reforço Bruno Gonçalves, a equipa empatou a partida (2-2).

  • A corrida do título: Na 7.ª e última entrada, após um excelente trabalho defensivo que travou o ataque adversário, o Funchal B.C. colocou David “Tiburón” Rodrigues em base. Foi então que Carlos Sousa desferiu a rebatida decisiva que permitiu a David cruzar a base principal (home plate), selando a vitória e o título de 2007.

Com o apito final, a mancha vermelha — cor dos novos campeões — invadiu o campo de jogo para celebrar uma conquista memorável.

Uma História de Paixão e Crescimento

Esta conquista reflete a evolução de um projeto que começou a dar os seus primeiros passos em Fevereiro de 2004, nascido da paixão de um grupo de entusiastas pelo basebol. Desde a participação no Torneio "Amizade", no Jogo das Estrelas e no 2.º lugar conquistado no I Torneio da Castanha (em Novembro de 2004), o crescimento da equipa tem sido notável.

Este percurso só foi possível graças ao empenho na fundação e consolidação da Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira, impulsionada por figuras chave do projeto:

  • Carlos Sousa: Atual vice-presidente do conselho fiscal da Associação, peça fundamental na organização do campo, regras e autor da rebatida que valeu o título de 2007.

  • Nelson Fernandes: Responsável pela oficialização, registo e tesouraria da Associação.

  • Carlos Santos e Pedro Jorge: Colaboradores essenciais para a continuidade e dinamização da modalidade no arquipélago, incluindo a realização de demonstrações para os mais novos.

Celebração do Desporto e do Futuro

A iniciativa e o sucesso da prova contaram com o reconhecimento do Consulado Geral da República Bolivariana de Venezuela no Funchal, que destacou a importância de uma modalidade tão enraizada na cultura venezuelana e que continua a fortalecer os laços de união, amizade e solidariedade na Madeira.

O sucesso da época de 2007 deixa antever um futuro promissor para o basebol madeirense, perspetivando-se já a integração de novas equipas na competição na próxima temporada de 2008.

VI Campeonato de Sóftbol da Madeira: Liderança em Jogo na 7.ª Jornada no Campo de La Santa

PORTO MONIZ — O Campo de La Santa, em Porto Moniz, é o palco de todas as emoções este domingo, 2 de agosto, com a realização da 7.ª jornada da fase Round Robin do VI Campeonato de Sóftbol da Madeira (Copa Antonio Felipe Rodrigues).



A jornada arranca às 10:00 com o duelo de abertura entre Panas Boaventura e Bucaneros da Calheta.

Duelo de Gigantes na Luta pelo Topo

O prato forte do dia está reservado para as 12:00, num confronto direto pela liderança da tabela:

  • Diamonds de Venezuela (1.º Lugar): Lideram a competição com um registo de 4 vitórias e 1 derrota. Uma vitória neste encontro consolida a posição de honra e garante uma vantagem matemática decisiva para a fase final.

  • Caimanes de Porto Moniz (2.º Lugar): A jogar em casa, a equipa anfitriã surge na vice-liderança com 3 vitórias e 2 derrotas. Apoiar-se-ão na força dos seus adeptos para tentar travar o ritmo do rival e forçar a igualdade no topo.

Historial da Competição: A Evolução do Campeões

Desde a sua edição inaugural em 2021, o Campeonato de Sóftbol da Região Autónoma da Madeira tem demonstrado um crescimento constante. A competição consagrou diferentes campeões ao longo das edições:

  • 2021 (I Campeonato): O troféu inaugural foi conquistado pelos Barbersport, com os Vikingos a alcançarem o 2.º lugar e os Caimanes no 3.º posto.

  • 2022 & 2023 (II e III Campeonato): Anos de hegemonia dos Diamonds, que garantiram o bicampeonato ao vencerem duas edições consecutivas, sempre com os Vikingos na posição de vice-campeões.

  • 2024 (IV Campeonato): Os Vikingos quebraram o jejum e sagraram-se campeões, batendo os Diamonds (2.º) e os Caimanes (3.º).

  • 2025 (V Campeonato): Os Panas ergueram o título pela primeira vez na temporada passada, deixando os Caimanes com o troféu de vice-campeões e os Diamonds em 3.º lugar.

Quadro de Honra (2021–2025)

EdiçãoAnoCampeãoVice-Campeão3.º Lugar
I2021BarbersportVikingosCaimanes
II2022DiamondsVikingosCaimanes
III2023DiamondsVikingosCaimanes
IV2024VikingosDiamondsCaimanes
V2025PanasCaimanesDiamonds

Informações do Evento:

  • Competição: VI Campeonato de Sóftbol da Madeira 2026 (Round Robin)

  • Data: Domingo, 2 de Agosto

  • Local: Campo de Santa (Porto Moniz)

  • Agenda de Jogos:

    • 10:00 AM — Panas Boaventura vs. Bucaneros da Calheta

    • 12:00 PM — Diamonds de Venezuela vs. Caimanes de Porto Moniz

ACD Boaventura Conquista a 5.ª Edição da Taça Simón Bolívar em Softbol na Madeira

A equipa dos Panas de Boaventura sagrou-se campeã na edição de 2026, marcada pela homenagem a Virgínia de Abreu e pela celebração de 5 anos de história da competição.



A Liga de Softbol da Madeira celebrou a conclusão da 5.ª edição da Taça Simón Bolívar (2026), um torneio que junta desporto, união e paixão na região. Este ano, a competição realizou-se com uma carga emotiva especial, sendo prestada uma homenagem em memória de Virgínia de Abreu.

O grande vencedor desta edição foi a equipa da ACD Boaventura (Panas de Boaventura), que ergueu o troféu de campeã pela primeira vez no seu historial. A organização do torneio felicitou publicamente o clube, destacando em campo "o verdadeiro significado de determinação, garra, união e paixão pelo softbol na Madeira".

Cinco Anos de História e Galeria de Campeões

A conquista da ACD Boaventura inscreve um novo nome na prestigiada galeria de vencedores da Taça Simón Bolívar, que assinala cinco anos consecutivos de grande competição na ilha:

  • 2022 (1.ª Edição): Vikings de Ponta do Sol (Os primeiros campeões)

  • 2023 (2.ª Edição): Diamonds de Venezuela

  • 2024 (3.ª Edição): Cerveceros RB

  • 2025 (4.ª Edição): Cerveceros RB (Bicampeões)

  • 2026 (5.ª Edição): ACD Boaventura / Panas de Boaventura (Atuais Campeões)

Em nota de encerramento, a organização deixou um agradecimento a todas as equipas, atletas e adeptos que contribuíram para fazer desta 5.ª edição um enorme sucesso, reforçando os valores de "Paixão, Respeito e União" que caracterizam o softbol madeirense.

domingo, 26 de julho de 2026

Diário de Aveiro | DOMINGO | 3 MAI 2027 | 15 - Piratas da Ria Aveiro Basebol Clube

 

Piratas da Ria Aveiro Basebol Clube

2019 - 2019

Diário de Aveiro | DOMINGO | 3 MAI 2027 | 15

Um olhar sobre os clubes da região

«Estamos convencidos que vamos continuar a crescer»

Divulgação A região de Aveiro afirma-se como o centro nevrálgico do basebol em Portugal. Os Piratas da Ria, atuais campeões nacionais, são o exemplo perfeito da evolução que a modalidade tem conhecido nos últimos anos.

Pedro Neves

O basebol, apesar de ainda não ser uma modalidade muito desenvolvida em Portugal, tem em Aveiro a região onde existem os clubes mais fortes, os melhores praticantes e treinadores e, onde mora, inclusivamente, o campeão nacional: Os Piratas da Ria Aveiro Basebol Clube.

«Os melhores jogadores estão em Aveiro. Há muito potencial. Temos atletas que, não tendo chegado ao mais alto nível, chegaram a jogar nos Estados Unidos», sublinha Carlos Garcia, responsável administrativo do clube. Já Jorge Pontes, presidente dos Piratas da Ria, lembra outro exemplo: «No ano passado, o nosso melhor lançador, um jovem de 20 anos, foi para a Liga alemã. Tem uma capacidade brutal, tal como outros dois que já "damos" para a primeira divisão italiana».

Além da qualidade existente, o dirigente destaca «o bom relacionamento entre os clubes da região de Aveiro, como fator, igualmente, importante para o desenvolvimento do basebol. Exemplo disso foi a realização do torneio triangular organizado pelos Piratas da Ria e que o Diário de Aveiro teve oportunidade de assistir. «É com este tipo de eventos que estamos convencidos que vamos continuar a crescer», refere Jorge Pontes, que não esquece que, tal como noutras modalidades, «a formação é vital para o futuro deste projeto desportivo».

Na sequência desta aposta, a Academia dos Piratas da Ria Aveiro Basebol Clube passou a estar aberta todos os domingos, entre as 10 e 12 horas, permitindo que todos aqueles que tenham interesse em conhecer e experimentar o basebol o possam fazer livremente no campo de futebol do NEGE.

Sendo o basebol a modalidade número um na Venezuela, não foi de estranhar que a comunidade venezuelana a residir em Portugal tenha tido, há cerca de 20 anos, um papel fundamental no aparecimento deste desporto e no seu desenvolvimento em Portugal. Os Piratas da Ria são formados, essencialmente, por venezuelanos, mas a equipa possui, igualmente, jogadores de outras nacionalidades, incluindo, a portuguesa.

Mas, sim, o espanhol é a língua predominante no seio daquele que é o atual campeão nacional de basebol, situação comum à de outras equipas que já existem na região, como, por exemplo, os Rivers, de Estarreja, os Falcons, do Luso ou os Ronin, de Ovar. Para se perceber a importância e o nível do basebol venezuelano, basta recordar que estamos a falar do país que, ainda recentemente, venceu, pela primeira vez na sua história, o campeonato do mundo, após vitória na final sobre os Estados Unidos.

Associação criada para desenvolver a modalidade no Norte

A Associação de Basebol e Softbol do Norte (ABSN) foi recentemente criada com o objetivo de promover, organizar e desenvolver a modalidade na região Norte do país. Pretende-se que este novo organismo possa ter um papel determinante na organização das competições regionais e no crescimento do basebol e softbol. Os Piratas da Ria fazem parte da ABSN porque acreditam que este é um desporto que tem futuro em Portugal.

O sucesso da parceria com o NEGE

Depois de ter estado anteriormente na Mamarrosa, o Piratas da Ria Aveiro Basebol Clube está há três anos a treinar e a jogar na Gafanha da Encarnação. «O NEGE, como instituição, tem-nos ajudado muito», reconhece Carlos Garcia. Aproveitando a presença de pré-época, os responsáveis, num ato de agradecimento e reconhecimento, entregaram ao presidente do NEGE, Carlos Amador, um anel e um certificado de campeão nacional alcançado na época passada. «O NEGE, desde que tenha espaço disponível, está sempre disponível a acolher os eventos, até porque cria movimento no clube», consideram o líder do popular emblema da Gafanha da Encarnação.

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Campeonato Basebol Madeira 2008

 jornal Correio da Venezuela (20 a 26 de Novembro de 2008):

Basebol ganha campo e é acolhido na Federação

Edmar Fernandes

Mais de cem pessoas apadrinham o nascimento da modalidade de basebol enquanto desporto federado. Urbelino Ferreira, vice-presidente da Associação de Desportos da Madeira — que é quem tutela a modalidade desde o início do ano corrente —, mostra-se satisfeito com este forte impulso, até porque também surgirá, por arrastamento, um novo campo com condições ajustadas para a prática do basebol.

"Estamos a tratar de tudo com a Câmara Municipal da Ribeira Brava", começou por elucidar. O Consulado da Venezuela na Região tem funcionado como 'coração' de uma modalidade que tem como principais interlocutores os luso-descendentes deste e de outros países com tradição no basebol, com particular empenho do cônsul venezuelano, Felix Correa, "ex-praticante", conforme notou Urbelino Ferreira.

"O Consulado tem vindo a ajudar suportando os equipamentos, tacos, bola, etc. Ajuda inserida, e bem, numa política social de apoio às comunidades", revelou. E já está prometida a remodelação do precário 'recinto' do Campanário. "O Ministério da Cooperação Externa da República Bolivariana já disse que o actual apoio é extensível ao campo", confidenciou.

Assim sendo, depois de Ismael Fernandes, edil da Ribeira Brava, apresentar em Assembleia Municipal a proposta de cedência dos terrenos, conforme apalavrado em reunião com a ADM e o Consulado da Venezuela, o processo de início de obras será "quase imediato, até porque já está tudo a ser tratado". Deste modo, Urbelino Ferreira estima que na época 2010 os atletas de basebol na Madeira possam dispor de um recinto em condições.

Até lá, e para que a Federação possa homologar o actual campo, são necessárias alterações urgentes que já estão devidamente delineadas. "Estamos a jogar num campo que não respeita as dimensões regulamentadas. Mas já recebemos a concordância da câmara para efectuar as modificações necessárias até ao início da próxima época", sublinhou. A próxima temporada deverá começar no mês de Março, prolongando-se até Outubro, e a Câmara já "disponibilizou os seus serviços de arquitectura" para viabilizar o projecto de alterações dentro do prazo estipulado para o início da primeira época oficial de basebol.

Quanto às inscrições dos atletas e clubes na Federação, está tudo planeado. "Já dispomos de toda a documentação. Aliás, no ano passado todos os atletas fizeram exames, seguros, enfim, faltou somente reunir alguns dados dos atletas para oficializar a modalidade", reparou.

CHEGAR ÀS ESCOLAS

São várias as metas que constam do 'caderno de encargos' da ADM para transformar o basebol num desporto de massas. Urbelino Ferreira e seus pares reconhecem que "a maior parte das pessoas nem conhece as regras" da modalidade, situação que pretende inverter a médio prazo.

"Queremos conversar com o IDRAM e com o Gabinete de Desporto Escolar para implementar a modalidade das escolas", focou. A partir de então, considera legítimo aspirar por novos "jogadores de basebol formados na terra".

Ainda assim, acredita que actualmente o manancial de potenciais basebolistas é animador, mesmo sem qualquer acção de formação efectuada. "Os milhares de luso-venezuelanos que hoje residem na Madeira conferem-nos muito optimismo no aumento dos praticantes", fundamentou.

Depois, como é lógico, espera que os "filhos dos actuais praticantes tomem o gosto pela modalidade", e assim sucessivamente.

Para além desta conjuntura, aponta uma outra que diz respeito a vários "focos de interesse pelo basebol" que estão espalhados pela ilha para fundamentar a sua esperança no rápido crescimento deste desporto.

"Temos conhecimento de que há interessados em se juntarem ao campeonato em Santa Cruz, Gaula, São Vicente e por aí fora", aludiu. Estão também a ser preparados vários cursos de formação.

"Numa primeira fase vamos promover cursos de árbitros e anotadores. Depois, numa fase seguinte, vamos efectuar cursos para treinadores e directores", concluiu Urbelino Ferreira.

VENEZUELA OFERECE OBRAS NO RECINTO DE CAMPANÁRIO, CÂMARA DA R. BRAVA CEDE OS TERRENOS

(Legenda da imagem: "O Consulado tem vindo a ajudar suportando os equipamentos, tacos, bola, etc.")

AD Campanário sagrou-se campeã

A temporada 2008 terminou recentemente, com a cerimónia de entrega de prémios a estar marcada para a noite de hoje (20 horas), no restaurante Tropical.

O I Campeonato de Basebol ADM Coca-Cola 2008 contou com a participação de cinco equipas, embora só quatro tenham terminado a época em função da desistência do conjunto Criollos da Calheta.

O 1.º lugar foi conquistado pela Associação Desportiva do Campanário, que bateu na final o Caciques do Funchal.

Na 3.ª posição, ficou o Funchal Basebol Clube, enquanto o 4.º posto pertenceu ao Bravos de Gaula. No 5.º e último lugar da tabela ficou a formação desistente, o Criollos da Calheta.

Recorde-se que esta é uma modalidade lançada no panorama desportivo regional há cinco anos.

Um grupo de amantes do basebol, emigrantes da Venezuela, começou por promover jogos-convívio, até que, no mesmo ano, em 2003, surgiu a Associação de Basebol e Sotbol da Madeira para tutelar a modalidade.

No entanto, numa tentativa de credibilização e evolução do basebol, representantes das colectividades participantes nas provas regionais decidiram delegar a organização das provas na ADM a partir deste ano.

Desde então, o primeiro passo foi federar todos os participantes no organismo que tutela a modalidade, situação que se concretizará a partir de 2009.

Depois de garantido o reconhecimento federativo, o horizonte das equipas pode finalmente contemplar outros voos.


reportagem do jornal Correio da Venezuela (edição de 17 a 23 de Janeiro de 2008):

Tacos, luvas e bolas... já só falta um terreno

Basebol madeirense já não é apenas um 'hobby'; há cada vez mais jogadores

Filipe Sousa DN Madeira

O basebol é um dos desportos predilectos dos venezuelanos, modalidade que tem vindo a crescer na Madeira e de forma sustentada, muito por força e vontade de filhos de ex-emigrantes madeirenses venezuelanos.

Neste momento contabilizam-se cinco equipas — Caciques Basebol Club; Campanários Basebol Club; Funchal Basebol Club; Bravos Latinos Basebol Club; e Lobos Basebol Club/Clube Desportivo do Curral das Freiras. Cada uma destas colectividades conta com pouco mais de vinte jogadores, o que significa dizer que a modalidade conta já na Região com mais de cem jogadores filiados.

As acções de sensibilização têm vindo a suceder-se e muito têm contribuído para o crescimento do basebol. No entanto, a última acção/promoção, intitulada 'Copa www.venezolanosenmadeira.com', evento que pretendia contribuir para a formação, desenvolvimento físico, intelectual e psíquico dos praticantes e espectadores, teve de ser adiada em virtude do mau tempo e do estado do campo de futebol da Adega, no Campanário, onde habitualmente se reúnem os amantes da modalidade.

Ora, as infra-estruturas são o grande óbice da evolução do basebol, que há muito reclama por um 'cantinho' próprio. Disso mesmo deu conta ao DIÁRIO Manuel Luz, presidente da Associação Cultural Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira.

"O nosso grande problema é não termos um campo com as medidas regulamentares. Jogamos no Campanário, num campo de futebol de terra batida, que tentamos adaptar à realidade do basebol, com medidas mais ou menos certas. Se nós tivéssemos um campo onde pudéssemos mostrar a modalidade, tal daria outra projecção ao basebol", destacou Manuel Luz.

O presidente da Associação Cultural Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira garante mesmo que a evolução da modalidade está seriamente ameaçada pela falta de uma infra-estrutura condigna. "Até ao nível da formação temos vindo a realizar um bom trabalho. Os responsáveis do Funchal Basebol Club estão a dar formação em escolas e a aceitação tem sido muito grande, quer de alunos quer de pais, simplesmente por ser um desporto diferente. Existe um interesse por parte da população, mas nós não podemos divulgar mais o basebol porque não temos um campo real".

O Nacional quer edificar um campo de basebol na sua Cidade Desportiva. Uma boa notícia para Manuel Luz. "Qualquer instituição que queira virar-se para o basebol será muito bem-vinda. A comunidade luso-venezuelana ronda, na Região, as 15 mil pessoas, portanto, existe uma base social para fazer crescer a modalidade, mas sem uma estrutura não vale a pena pensar em crescer", insistia.

SÓ PRECISAM DE UM TERRENO

Manuel Luz tem-se desdobrado em contactos, com o intuito de dotar o basebol das condições mínimas para a sua prática. Mas continua a faltar 'o' espaço físico. "O Consulado da Venezuela na Madeira ofereceu-se para contactar o Governo venezuelano no sentido de que seja esta entidade a financiar o estádio. O que apenas pedimos é um terreno. Obviamente que não queremos construir algo como o novo campo da Choupana ou os Barreiros, queremos apenas um campo que permita ter as medidas exactas e oficiais, para que possamos fazer evoluir a modalidade".

Manuel Luz garante que o basebol não atrai somente luso-venezuelanos, pois também é praticado por madeirenses. "Estão a começar a aderir. Pessoas que vão ver um jogo e que depois vestem uma luva e pegam num taco. Assim que as regras básicas são percebidas torna-se tudo mais fácil e ganha-se adeptos. Só falta mesmo o campo", voltou a insistir.

BOLAS A 3 A 6 EUROS

O basebol não é um desporto caro, embora o investimento inicial seja um pouco elevado. Uma bola pode custar entre 3 e 6 euros. O problema é que por jogo, por exemplo, na Liga Norte-americana, a mais famosa do Mundo, utiliza-se para cima de 150 bolas.

Quanto às luvas, podem custar entre 60 e 70 euros e os tacos de alumínio perto de 80 euros. A isto junte-se o fardamento oficial que ronda os 50 euros. Feitas as contas, para começar a praticar o basebol (sem a ajuda de terceiros) precisará de cerca de 200 euros. No entanto, poderá fazê-lo de forma gratuita experimentando, por exemplo, treinar juntamente com os jogadores de uma das cinco equipas filiadas na Madeira.

Como nota final, registe-se que na Liga Profissional Norte-americana jogam mais de cem jogadores venezuelanos. Os Red Sox, de Boston, onde existe uma grande comunidade de portugueses, são os actuais campeões da Liga, depois de terem batido na final os Colorado Rockies.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Campeonato Regional da Madeira (2005)

 Com base na notícia da época (publicada no Correio de Caracas), o Campeão de 2005 na Madeira foi o Lobos BC.

Embora o artigo não apresente uma tabela completa de posições/pontuação final para todas as equipas (uma vez que a época incluiu torneios triangulares, taças e a "Copa Tortellini"), disponibiliza a lista das equipas constituintes da Associação de Basebol e Softbol de Madeira (ABSM) nesse ano e o vencedor do título máximo:

Vencedor do Campeonato Regional da Madeira (2005)

  • 1.º Lugar (Campeão): Lobos BC

  • Vice-Campeão / Finalista de Destaque: Caciques BC (disputou a final da Copa Tortellini contra o Lobos BC, terminando em 2.º lugar nessa competição por 7-6)

Equipas Participantes no Campeonato (2005)

As 6 equipas indicadas por Carlos Santos Preto (vice-presidente da ABSM) que integraram a competição e as atividades da associação em 2005 foram:

  1. Lobos BC (Campeão 2005)

  2. Caciques BC (Caciques Baseball Club)

  3. Funchal BC

  4. Campanário BC

  5. Calheta BC

  6. (Sexta equipa da ABSM integrada no circuito regional)

Portugal pode conseguir um "homerun" em 2006

 CORREIO DE CARACAS – 19 DE JANEIRO DE 2006

Portugal pode conseguir um "homerun" em 2006

Victoria Urdaneta Rengifo

victoriaurdaneta@yahoo.com

"O futuro do basebol na Madeira está na juventude. Apenas apostando nos jovens pode haver futuro para a modalidade", disse Carlos Santos Preto, jogador da equipa Caciques Baseball Club, aquando da análise sobre os planos para 2006.

Este ano será feito de grandes desafios não só para a "pelota" madeirense como também para toda a liga de Portugal, pois acabam de terminar uma temporada cheia de êxitos e com uma massa de adeptos cada vez mais numerosa. É por isso que estão empenhados em desenvolver a "pelota" ao mais alto nível, esperando ao mesmo tempo que possam contar com o apoio dos adeptos venezuelanos e os meios de comunicação.

"Neste momento falo por toda a comunidade do basebol da Madeira e quero dizer muito obrigado pela ajuda na divulgação das nossas raízes fora da nossa pátria", pediu o jogador de basebol.

DESAFIO É SUPERAR OS FEITOS DE 2005

No campeonato de 2005 foram colhidos muitos triunfos, sendo o mais importante a consolidação da Associação de Basebol e Softbol de Madeira (ABSM), a qual vem realizando um árduo trabalho para reunir e organizar as equipas, os calendários dos jogos e chamar a atenção do público desportivo.

De acordo com Santos Preto, que além de jogador é também vice-presidente da ABSM, "foi um ano muito bom para as seis equipas que compõem a Associação" – Lobos BC (Campeão 2005), Caciques BC, Funchal BC, Campanário BC e Calheta BC. Tudo isto, frisou, apesar de o basebol não ser um desporto enraizado em Portugal, é significativo e poderá ser ainda mais "através dos esforços que estamos realizando para dar a conhecer a modalidade", observou.

Durante o ano passado realizaram-se numerosos encontros triangulares, torneios, taças e campeonatos nacionais e locais, como o Campeonato Regional da Madeira, realizado em Abril.

Entre os que conseguiram reunir mais equipas e público esteve a "Copa de Béisbol", que na sua edição de 2005 consistiu numa competição de alto nível cuja final foi realizada em Abrantes, na Cidade desportiva, a 16 e 17 de Julho. Este evento reuniu cerca de 150 participantes, número que abrange tanto jogadores como agentes desportivos, mas sem contar com todos os adeptos que assistiram aos jogos.

A Federação Portuguesa de Basebol e Softbol, que esteve à frente da organização daquele grande evento desportivo, e a Câmara Municipal de Abrantes juntaram-se com o objectivo de promover o basebol na referida cidade, onde se estava a criando nessa altura o primeiro estádio de basebol da região, destinado exclusivamente à prática deste desporto e possuidor das medidas regulamentares. Esta iniciativa contou também com o apoio da Academia Nacional de Basebol. Todos esperam que a edição de 2006 tenha ainda mais apoio e patrocinadores.

Outro encontro de destaque foi a "Copa Tortellini", cuja final foi disputada a 12 de Dezembro numa excelente exibição de talento entre Caciques e Lobos – esta última equipa, recorde-se, sagrou-se campeã em 2005.

Ambas equipas revelaram-se aguerridas e protagonizaram uma "chuva de batazos" que animaram o público desde o início do jogo com vários "doubles" que obrigaram os Lobos a mudar de "pitcher" ainda na primeira parte.

Pelos Caciques, o "pitcher" que abriu o jogo dominou por dois "innings", nos quais os Lobos não marcaram "carreras". Mas voltaram furiosos no terceiro com um fabuloso "homerun".

No quinto, os Caciques deram outra "chuva de batazos", conseguindo que empatar este jogo emocionante, com "double triple" e toques de bola, num puro estilo de "pelota Caribe". O resultado final foi fixado numa vitória dos Lobos sobre os Caciques, sete "carreteras" a seis.

Convém acrescentar que desde o primeiro torneio da Copa Tortellini foi revelada qualidade, especialmente no ataque, e o entusiasmo de cada um dos jogadores intervenientes. No encontro que opôs o Funchal aos Lobos, os basebolistas deram "hits", "dobles", numerosos "homeruns" e um fenomenal "gran slam". O público concluiu nessa ocasião que, para além do resultado final Funchal, 6 - Lobos, 13, foi o jogo em si, a grande emoção e a qualidade dos jogadores, foi o mais importante nessa primeira jornada.

TRIUNFOS DE PORTUGAL FRENTE A OUTROS PAÍSES EUROPEUS

Para além do Torneio Ibérico, onde a equipa continental de basebol Coimbra se destacou em grande, realizaram-se outras competições de grande qualidade e com excelentes resultados.

No torneio XV aniversário do Clube Baseball Cambre, na Corunha, Espanha, a equipa portuguesa Vikings mereceu um grande aplauso do público presente pela qualidade da sua actuação. Segundo disse Carlos Santos Preto (que publica a sua análise habitual na Net em baseballalmomento.pt.vu), o "torneio foi um sucesso para o clube, não só pelos resultados obtidos, como também pela experiência que proporcionaram aos atletas mais novos, tendo estes participado pela primeira vez num jogo oficial de Basebal.

A equipa de infantis/cadetes dos Vikings venceu sensacionalmente a equipa dos Tiburones da Corunha por 13-12, após uma recuperação fantástica na última "inning". Perdeu, no entanto, o segundo jogo com a equipa de Cambre, por 17-11, conquistando assim um honroso 2º lugar no Torneio, que foi alvo de elogio por parte da organização espanhola. Um resultado surpreendente, uma vez que estas crianças começaram a jogar Baseball no início deste ano.

No escalão sénior, os Vikings defrontaram a forte equipa de Cambre e perderam o jogo por 9-3, ficando afastados da final do Torneio. Foi, no entanto, um dos melhores jogos da equipa esta época, o que deixou satisfeitos jogadores, dirigentes e fã do clube.

Campeonato Basebol Madeira 2005

 Em 2005, ano em que a Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira foi formalmente registada (a 7 de fevereiro de 2005), o panorama do basebol na ilha evoluiu do torneio pontual de 2004 para a organização do Campeonato Madeira Baseball 2005.

Ao contrário dos campeonatos profissionais ou federados com tabelas classificativas formais e extensas, a temporada de 2005 assentou num circuito de mini-torneios, jornadas concentradas e jogos de exibição (como o célebre "Jogo das Estrelas", realizado no Campo Municipal dos Prazeres, na Calheta).

Equipas Representativas em 2005

As jornadas de 2005 integraram formações em representação de quatro concelhos/freguesias chave da ilha:

  1. Funchal (Caciques do Funchal / Funchal Basebol Club)

  2. Calheta (Criollos da Calheta)

  3. Ribeira Brava (Lobos do Campanário)

  4. Câmara de Lobos (Equipa do Curral das Freiras, vencedora do evento inaugural de 2004)

Enquadramento da Competição de 2005

  • Formato: A competição decorreu maioritariamente no formato de Liguilha e torneios de fim de semana distribuídos pelos vários concelhos (Campanário, Calheta e Funchal).

  • Objetivo: Mais do que a homologação de um campeão oficial para efeitos de subida de divisão, o circuito de 2005 visou estruturar a prática da modalidade na Região Autónoma, promovendo o convívio comunitário entre a população local e a comunidade luso-venezuelana.

  • Sem Registo Oficial FPFB: Como as equipas não chegaram a disputar o Campeonato Nacional no continente por razões de custos de deslocação, os resultados do campeonato regional de 2005 não geraram uma tabela classificativa oficial arquivada na Federação.

ASSOCIAÇÃO BASEBOL MADEIRA

 ASSOCIAÇÃO BASEBOL MADEIRA

Na Região Autónoma da Madeira, a prática e regulação do basebol/softbol estiveram ligadas a diferentes entidades organizativas.

As principais associações e estruturas de registo ligadas à modalidade no arquipélago são:

1. Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira

  • Tipo: Associação cultural e recreativa para promoção da modalidade.

  • Ano de Constituição: 2004.

  • Sede: Funchal, Madeira.

2. A.D.R.B.S.K.R.A.M.

(Associação Desportiva e Recreativa de Beisebol, Softbol e Kickball da Região Autónoma da Madeira)

  • Tipo: Associação desportiva abrangendo modalidades como beisebol, softbol e kickball.

  • Sede: Funchal, Madeira.

3. Contexto e Histórico no Arquipélago

  • Comunidade e Influência: A prática do basebol na Madeira esteve historicamente ligada ao regresso de emigrantes luso-venezuelanos, que trouxeram a forte tradição da modalidade.

  • Desenvolvimento Local: A modalidade foi-se adaptando através de núcleos regionais e clubes locais (como a Associação Desportiva do Campanário, na Ribeira Brava, local onde esteve situado um dos campos de treino dedicados).

  • Enquadramento Nacional: Em termos oficiais de competição federada e regulamentação a nível nacional, a modalidade é tutelada pela Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS).

CAMPEONATOS DA Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira

A Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira (ACRBSM) — fundada formalmente em 2004 — não organiza atualmente um campeonato regional oficial regular ou uma liga estruturada nos moldes tradicionais de outras modalidades.

A dinamização do basebol e softbol na Região Autónoma da Madeira funciona com características muito específicas:

1. Formato de Competição: Mini-Torneios e Torneios Informais

Em vez de campeonatos longos por pontos com várias jornadas ao longo da época, a ACRBSM e outras entidades parceiras focam-se em:

  • Mini-torneios regionais: Competições concentradas ao longo de fins de semana (por exemplo, os mini-torneios organizados em parceria com associações como a VENECOM e núcleos de freguesia, como São Martinho ou a Quinta Grande).

  • Jogos de exibição e captação: Encontros pontuais para divulgação das regras da modalidade e atração de novos praticantes.

2. O Papel da Comunidade Luso-Venezuelana

O impulso para a realização destas provas pontuais tem um forte pendor comunitário:

  • A grande maioria dos participantes e impulsionadores dos torneios na ilha são emigrantes regressados da Venezuela e luso-descendentes, onde o basebol é o desporto nacional.

  • A associação serve maioritariamente como plataforma de apoio logístico e de integração social e recreativa, em vez de uma associação federativa formal com quadros competitivos regulares.

3. Os Desafios do Basebol Regional

A ausência de um campeonato regional estruturado deve-se essencialmente a três fatores:

  • Infraestruturas dedicadas: A Região Autónoma não dispõe de um campo oficial/específico de basebol (com relvado e infield em terra batida nas dimensões regulamentares). Os treinos e torneios decorrem habitualmente em campos de futebol adaptados ou polidesportivos (como no RG3 ou recintos escolares).

  • Número de equipas: A inexistência de um número mínimo de clubes formalmente constituídos dificulta a criação de uma liga regular.

  • Enquadramento Nacional: As poucas equipas ou atletas que pretendem competir a nível federado formal dependem da Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) e do circuito nacional do continente.

Lobos Basebol Campanário

O Lobos B.C. (Basebol Clube) e a ligação ao Campanário constituem um dos capítulos mais marcantes da história da implantação do basebol na Região Autónoma da Madeira.

1. O Surgimento da Equipa e o Contexto

  • Origem: Formada predominantemente por emigrantes luso-venezuelanos fixados na Madeira, a equipa dos Lobos surgiu no início dos anos 2000 como um dos núcleos ativos de basebol na ilha.

  • Enquadramento Local: Durante os anos de expansão da modalidade na Madeira, foram constituídas diversas equipas regionais representativas de diferentes concelhos/freguesias (como os Lobos, os Criollos da Calheta, os Caciques do Funchal ou o Funchal Basebol Club).

2. A Ligação Histórica ao Campanário (Ribeira Brava)

  • O Campo da Adega: A freguesia do Campanário (no concelho da Ribeira Brava) foi o grande berço da modalidade no arquipélago. Era no Campo da Adega (um recinto desportivo em terra batida localizado no Campanário) que as equipas regionais, incluindo os Lobos, realizavam os seus treinos e os jogos dos torneios locais.

  • Acolhimento pela Associação Desportiva do Campanário: Dada a escassez de infraestruturas e apoio para o basebol, a Associação Desportiva do Campanário (ADC) apadrinhou a modalidade na Região, integrando e dando apoio logístico às equipas locais e aos seus praticantes quando estas deixaram de estar sob a alçada de outras estruturas.

3. A Dinâmica Competitiva

  • Os Lobos participaram em diversos campeonatos regionais informais e torneios demonstrativos promovidos no arquipélago (como o Campeonato Madeira Baseball e jogos de exibição no Campo dos Prazeres e no Campanário).

  • Como aconteceu com a maioria das equipas da ilha, a atividade dos Lobos dependia do empenho voluntário da comunidade luso-venezuelana. Com o passar dos anos, a falta de um campo regulamentar de raiz com relva/infield adequado e a escassez de apoios financeiros levaram a que as equipas fossem reduzindo a sua atividade regular.

Os primeiros passos do basebol foram dados na ilha da Madeira, com um torneio realizado no domingo - 7 de março de 2024, entre quatro equipas, no campo de futebol do Campanário em Santo da Serra. A equipa do Curral das Freiras venceu o torneio, onde estiveram presentes duas formações do Funchal e uma da Calheta.

Carlos Santos, um dos responsáveis da iniciativa juntamente com Pedro Adolfo, mostrou-se satisfeito com o evento. "Agrupámos entre 30 e 40 jogadores, com uma assistência bastante razoável de adeptos, e ficou na história o nascimento de uma nova modalidade na Madeira."

Aquele responsável diz que o basebol na ilha não está ligado à Federação Portuguesa de Basebol e Softbol porque "há que fazer viagens, e ainda não podemos pensar nisso," mas diz que no futuro será possível. O próximo torneio está agendado para o dia 21 deste mês. 

A notícia que partilhou traz detalhes interessantes, mas contém alguns erros de datas e localizações geográficas que vale a pena clarificar para alinhar a história real do basebol na Madeira:

1. A Incoerência das Datas e dos Locais

  • O Ano: O evento em questão refere-se, na verdade, ao ano de 2004 (e não 2024). Foi nesse ano histórico que o basebol teve o seu grande arranque informal na ilha, dinamizado por Carlos Santos e Pedro Adolfo.

  • A Geografia: O texto menciona "campo de futebol do Campanário em Santo da Serra", o que mistura duas freguesias em pontas opostas da ilha. O Campanário fica no concelho da Ribeira Brava (onde ficava o famoso Campo da Adega), enquanto o Santo da Serra fica nos concelhos de Machico/Santa Cruz. O torneio pioneiro decorreu no Campanário.

2. O Torneio Histórico de Março de 2004

Com estas correções, esse domingo de 7 de março de 2004 ficou de facto assinalado como um dos grandes marcos de arranque da modalidade na Região:

  • Equipas Participantes: Juntaram-se quatro formações (duas do Funchal, uma da Calheta e a do Curral das Freiras).

  • Vencedor: A equipa do Curral das Freiras sagrou-se campeã dessa jornada inaugural.

  • Participação: Reuniu perto de 40 atletas, a grande maioria regressados da Venezuela, demonstrando a enorme paixão comunitária pela modalidade.

3. A Realidade dos Custos Insulares

A declaração sobre a Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) sintetiza perfeitamente a maior barreira que a modalidade sempre enfrentou na Madeira: a insularidade e a logística financeira.

Como a participação em campeonatos nacionais federados implicava deslocações de avião ao continente para jogar em cada jornada, a modalidade optou por crescer através de um circuito de torneios locais e regionais autossustentados.

Com base nesse torneio inaugural de 7 de março de 2004, a classificação final conhecida da competição foi a seguinte:

Classificação Final do Torneio Inaugural (Março 2004)

PosiçãoEquipaOrigem / Concelho
1.ºCurral das FreirasCâmara de Lobos (Campeão)
2.ºEquipa do Funchal AFunchal
3.ºEquipa do CalhetaCalheta
4.ºEquipa do Funchal BFunchal

Destaques do Torneio:

  • Vencedor: A equipa do Curral das Freiras superiorizou-se às restantes formações num torneio disputado em formato concentrado (eliminatórias/liguilha rápida no próprio dia).

  • Organização: Sob o comando de Carlos Santos e Pedro Adolfo, o evento reuniu cerca de 30 a 40 jogadores, maioritariamente regressados da Venezuela.

  • Projeção: Foi o primeiro de vários torneios dinamizados ao longo daquele ano de 2004 que impulsionariam, no ano seguinte (2005), a fundação oficial da Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira.