quinta-feira, 23 de julho de 2026

Campeonato Basebol Madeira 2008

 jornal Correio da Venezuela (20 a 26 de Novembro de 2008):

Basebol ganha campo e é acolhido na Federação

Edmar Fernandes

Mais de cem pessoas apadrinham o nascimento da modalidade de basebol enquanto desporto federado. Urbelino Ferreira, vice-presidente da Associação de Desportos da Madeira — que é quem tutela a modalidade desde o início do ano corrente —, mostra-se satisfeito com este forte impulso, até porque também surgirá, por arrastamento, um novo campo com condições ajustadas para a prática do basebol.

"Estamos a tratar de tudo com a Câmara Municipal da Ribeira Brava", começou por elucidar. O Consulado da Venezuela na Região tem funcionado como 'coração' de uma modalidade que tem como principais interlocutores os luso-descendentes deste e de outros países com tradição no basebol, com particular empenho do cônsul venezuelano, Felix Correa, "ex-praticante", conforme notou Urbelino Ferreira.

"O Consulado tem vindo a ajudar suportando os equipamentos, tacos, bola, etc. Ajuda inserida, e bem, numa política social de apoio às comunidades", revelou. E já está prometida a remodelação do precário 'recinto' do Campanário. "O Ministério da Cooperação Externa da República Bolivariana já disse que o actual apoio é extensível ao campo", confidenciou.

Assim sendo, depois de Ismael Fernandes, edil da Ribeira Brava, apresentar em Assembleia Municipal a proposta de cedência dos terrenos, conforme apalavrado em reunião com a ADM e o Consulado da Venezuela, o processo de início de obras será "quase imediato, até porque já está tudo a ser tratado". Deste modo, Urbelino Ferreira estima que na época 2010 os atletas de basebol na Madeira possam dispor de um recinto em condições.

Até lá, e para que a Federação possa homologar o actual campo, são necessárias alterações urgentes que já estão devidamente delineadas. "Estamos a jogar num campo que não respeita as dimensões regulamentadas. Mas já recebemos a concordância da câmara para efectuar as modificações necessárias até ao início da próxima época", sublinhou. A próxima temporada deverá começar no mês de Março, prolongando-se até Outubro, e a Câmara já "disponibilizou os seus serviços de arquitectura" para viabilizar o projecto de alterações dentro do prazo estipulado para o início da primeira época oficial de basebol.

Quanto às inscrições dos atletas e clubes na Federação, está tudo planeado. "Já dispomos de toda a documentação. Aliás, no ano passado todos os atletas fizeram exames, seguros, enfim, faltou somente reunir alguns dados dos atletas para oficializar a modalidade", reparou.

CHEGAR ÀS ESCOLAS

São várias as metas que constam do 'caderno de encargos' da ADM para transformar o basebol num desporto de massas. Urbelino Ferreira e seus pares reconhecem que "a maior parte das pessoas nem conhece as regras" da modalidade, situação que pretende inverter a médio prazo.

"Queremos conversar com o IDRAM e com o Gabinete de Desporto Escolar para implementar a modalidade das escolas", focou. A partir de então, considera legítimo aspirar por novos "jogadores de basebol formados na terra".

Ainda assim, acredita que actualmente o manancial de potenciais basebolistas é animador, mesmo sem qualquer acção de formação efectuada. "Os milhares de luso-venezuelanos que hoje residem na Madeira conferem-nos muito optimismo no aumento dos praticantes", fundamentou.

Depois, como é lógico, espera que os "filhos dos actuais praticantes tomem o gosto pela modalidade", e assim sucessivamente.

Para além desta conjuntura, aponta uma outra que diz respeito a vários "focos de interesse pelo basebol" que estão espalhados pela ilha para fundamentar a sua esperança no rápido crescimento deste desporto.

"Temos conhecimento de que há interessados em se juntarem ao campeonato em Santa Cruz, Gaula, São Vicente e por aí fora", aludiu. Estão também a ser preparados vários cursos de formação.

"Numa primeira fase vamos promover cursos de árbitros e anotadores. Depois, numa fase seguinte, vamos efectuar cursos para treinadores e directores", concluiu Urbelino Ferreira.

VENEZUELA OFERECE OBRAS NO RECINTO DE CAMPANÁRIO, CÂMARA DA R. BRAVA CEDE OS TERRENOS

(Legenda da imagem: "O Consulado tem vindo a ajudar suportando os equipamentos, tacos, bola, etc.")

AD Campanário sagrou-se campeã

A temporada 2008 terminou recentemente, com a cerimónia de entrega de prémios a estar marcada para a noite de hoje (20 horas), no restaurante Tropical.

O I Campeonato de Basebol ADM Coca-Cola 2008 contou com a participação de cinco equipas, embora só quatro tenham terminado a época em função da desistência do conjunto Criollos da Calheta.

O 1.º lugar foi conquistado pela Associação Desportiva do Campanário, que bateu na final o Caciques do Funchal.

Na 3.ª posição, ficou o Funchal Basebol Clube, enquanto o 4.º posto pertenceu ao Bravos de Gaula. No 5.º e último lugar da tabela ficou a formação desistente, o Criollos da Calheta.

Recorde-se que esta é uma modalidade lançada no panorama desportivo regional há cinco anos.

Um grupo de amantes do basebol, emigrantes da Venezuela, começou por promover jogos-convívio, até que, no mesmo ano, em 2003, surgiu a Associação de Basebol e Sotbol da Madeira para tutelar a modalidade.

No entanto, numa tentativa de credibilização e evolução do basebol, representantes das colectividades participantes nas provas regionais decidiram delegar a organização das provas na ADM a partir deste ano.

Desde então, o primeiro passo foi federar todos os participantes no organismo que tutela a modalidade, situação que se concretizará a partir de 2009.

Depois de garantido o reconhecimento federativo, o horizonte das equipas pode finalmente contemplar outros voos.


reportagem do jornal Correio da Venezuela (edição de 17 a 23 de Janeiro de 2008):

Tacos, luvas e bolas... já só falta um terreno

Basebol madeirense já não é apenas um 'hobby'; há cada vez mais jogadores

Filipe Sousa DN Madeira

O basebol é um dos desportos predilectos dos venezuelanos, modalidade que tem vindo a crescer na Madeira e de forma sustentada, muito por força e vontade de filhos de ex-emigrantes madeirenses venezuelanos.

Neste momento contabilizam-se cinco equipas — Caciques Basebol Club; Campanários Basebol Club; Funchal Basebol Club; Bravos Latinos Basebol Club; e Lobos Basebol Club/Clube Desportivo do Curral das Freiras. Cada uma destas colectividades conta com pouco mais de vinte jogadores, o que significa dizer que a modalidade conta já na Região com mais de cem jogadores filiados.

As acções de sensibilização têm vindo a suceder-se e muito têm contribuído para o crescimento do basebol. No entanto, a última acção/promoção, intitulada 'Copa www.venezolanosenmadeira.com', evento que pretendia contribuir para a formação, desenvolvimento físico, intelectual e psíquico dos praticantes e espectadores, teve de ser adiada em virtude do mau tempo e do estado do campo de futebol da Adega, no Campanário, onde habitualmente se reúnem os amantes da modalidade.

Ora, as infra-estruturas são o grande óbice da evolução do basebol, que há muito reclama por um 'cantinho' próprio. Disso mesmo deu conta ao DIÁRIO Manuel Luz, presidente da Associação Cultural Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira.

"O nosso grande problema é não termos um campo com as medidas regulamentares. Jogamos no Campanário, num campo de futebol de terra batida, que tentamos adaptar à realidade do basebol, com medidas mais ou menos certas. Se nós tivéssemos um campo onde pudéssemos mostrar a modalidade, tal daria outra projecção ao basebol", destacou Manuel Luz.

O presidente da Associação Cultural Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira garante mesmo que a evolução da modalidade está seriamente ameaçada pela falta de uma infra-estrutura condigna. "Até ao nível da formação temos vindo a realizar um bom trabalho. Os responsáveis do Funchal Basebol Club estão a dar formação em escolas e a aceitação tem sido muito grande, quer de alunos quer de pais, simplesmente por ser um desporto diferente. Existe um interesse por parte da população, mas nós não podemos divulgar mais o basebol porque não temos um campo real".

O Nacional quer edificar um campo de basebol na sua Cidade Desportiva. Uma boa notícia para Manuel Luz. "Qualquer instituição que queira virar-se para o basebol será muito bem-vinda. A comunidade luso-venezuelana ronda, na Região, as 15 mil pessoas, portanto, existe uma base social para fazer crescer a modalidade, mas sem uma estrutura não vale a pena pensar em crescer", insistia.

SÓ PRECISAM DE UM TERRENO

Manuel Luz tem-se desdobrado em contactos, com o intuito de dotar o basebol das condições mínimas para a sua prática. Mas continua a faltar 'o' espaço físico. "O Consulado da Venezuela na Madeira ofereceu-se para contactar o Governo venezuelano no sentido de que seja esta entidade a financiar o estádio. O que apenas pedimos é um terreno. Obviamente que não queremos construir algo como o novo campo da Choupana ou os Barreiros, queremos apenas um campo que permita ter as medidas exactas e oficiais, para que possamos fazer evoluir a modalidade".

Manuel Luz garante que o basebol não atrai somente luso-venezuelanos, pois também é praticado por madeirenses. "Estão a começar a aderir. Pessoas que vão ver um jogo e que depois vestem uma luva e pegam num taco. Assim que as regras básicas são percebidas torna-se tudo mais fácil e ganha-se adeptos. Só falta mesmo o campo", voltou a insistir.

BOLAS A 3 A 6 EUROS

O basebol não é um desporto caro, embora o investimento inicial seja um pouco elevado. Uma bola pode custar entre 3 e 6 euros. O problema é que por jogo, por exemplo, na Liga Norte-americana, a mais famosa do Mundo, utiliza-se para cima de 150 bolas.

Quanto às luvas, podem custar entre 60 e 70 euros e os tacos de alumínio perto de 80 euros. A isto junte-se o fardamento oficial que ronda os 50 euros. Feitas as contas, para começar a praticar o basebol (sem a ajuda de terceiros) precisará de cerca de 200 euros. No entanto, poderá fazê-lo de forma gratuita experimentando, por exemplo, treinar juntamente com os jogadores de uma das cinco equipas filiadas na Madeira.

Como nota final, registe-se que na Liga Profissional Norte-americana jogam mais de cem jogadores venezuelanos. Os Red Sox, de Boston, onde existe uma grande comunidade de portugueses, são os actuais campeões da Liga, depois de terem batido na final os Colorado Rockies.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Campeonato Regional da Madeira (2005)

 Com base na notícia da época (publicada no Correio de Caracas), o Campeão de 2005 na Madeira foi o Lobos BC.

Embora o artigo não apresente uma tabela completa de posições/pontuação final para todas as equipas (uma vez que a época incluiu torneios triangulares, taças e a "Copa Tortellini"), disponibiliza a lista das equipas constituintes da Associação de Basebol e Softbol de Madeira (ABSM) nesse ano e o vencedor do título máximo:

Vencedor do Campeonato Regional da Madeira (2005)

  • 1.º Lugar (Campeão): Lobos BC

  • Vice-Campeão / Finalista de Destaque: Caciques BC (disputou a final da Copa Tortellini contra o Lobos BC, terminando em 2.º lugar nessa competição por 7-6)

Equipas Participantes no Campeonato (2005)

As 6 equipas indicadas por Carlos Santos Preto (vice-presidente da ABSM) que integraram a competição e as atividades da associação em 2005 foram:

  1. Lobos BC (Campeão 2005)

  2. Caciques BC (Caciques Baseball Club)

  3. Funchal BC

  4. Campanário BC

  5. Calheta BC

  6. (Sexta equipa da ABSM integrada no circuito regional)

Portugal pode conseguir um "homerun" em 2006

 CORREIO DE CARACAS – 19 DE JANEIRO DE 2006

Portugal pode conseguir um "homerun" em 2006

Victoria Urdaneta Rengifo

victoriaurdaneta@yahoo.com

"O futuro do basebol na Madeira está na juventude. Apenas apostando nos jovens pode haver futuro para a modalidade", disse Carlos Santos Preto, jogador da equipa Caciques Baseball Club, aquando da análise sobre os planos para 2006.

Este ano será feito de grandes desafios não só para a "pelota" madeirense como também para toda a liga de Portugal, pois acabam de terminar uma temporada cheia de êxitos e com uma massa de adeptos cada vez mais numerosa. É por isso que estão empenhados em desenvolver a "pelota" ao mais alto nível, esperando ao mesmo tempo que possam contar com o apoio dos adeptos venezuelanos e os meios de comunicação.

"Neste momento falo por toda a comunidade do basebol da Madeira e quero dizer muito obrigado pela ajuda na divulgação das nossas raízes fora da nossa pátria", pediu o jogador de basebol.

DESAFIO É SUPERAR OS FEITOS DE 2005

No campeonato de 2005 foram colhidos muitos triunfos, sendo o mais importante a consolidação da Associação de Basebol e Softbol de Madeira (ABSM), a qual vem realizando um árduo trabalho para reunir e organizar as equipas, os calendários dos jogos e chamar a atenção do público desportivo.

De acordo com Santos Preto, que além de jogador é também vice-presidente da ABSM, "foi um ano muito bom para as seis equipas que compõem a Associação" – Lobos BC (Campeão 2005), Caciques BC, Funchal BC, Campanário BC e Calheta BC. Tudo isto, frisou, apesar de o basebol não ser um desporto enraizado em Portugal, é significativo e poderá ser ainda mais "através dos esforços que estamos realizando para dar a conhecer a modalidade", observou.

Durante o ano passado realizaram-se numerosos encontros triangulares, torneios, taças e campeonatos nacionais e locais, como o Campeonato Regional da Madeira, realizado em Abril.

Entre os que conseguiram reunir mais equipas e público esteve a "Copa de Béisbol", que na sua edição de 2005 consistiu numa competição de alto nível cuja final foi realizada em Abrantes, na Cidade desportiva, a 16 e 17 de Julho. Este evento reuniu cerca de 150 participantes, número que abrange tanto jogadores como agentes desportivos, mas sem contar com todos os adeptos que assistiram aos jogos.

A Federação Portuguesa de Basebol e Softbol, que esteve à frente da organização daquele grande evento desportivo, e a Câmara Municipal de Abrantes juntaram-se com o objectivo de promover o basebol na referida cidade, onde se estava a criando nessa altura o primeiro estádio de basebol da região, destinado exclusivamente à prática deste desporto e possuidor das medidas regulamentares. Esta iniciativa contou também com o apoio da Academia Nacional de Basebol. Todos esperam que a edição de 2006 tenha ainda mais apoio e patrocinadores.

Outro encontro de destaque foi a "Copa Tortellini", cuja final foi disputada a 12 de Dezembro numa excelente exibição de talento entre Caciques e Lobos – esta última equipa, recorde-se, sagrou-se campeã em 2005.

Ambas equipas revelaram-se aguerridas e protagonizaram uma "chuva de batazos" que animaram o público desde o início do jogo com vários "doubles" que obrigaram os Lobos a mudar de "pitcher" ainda na primeira parte.

Pelos Caciques, o "pitcher" que abriu o jogo dominou por dois "innings", nos quais os Lobos não marcaram "carreras". Mas voltaram furiosos no terceiro com um fabuloso "homerun".

No quinto, os Caciques deram outra "chuva de batazos", conseguindo que empatar este jogo emocionante, com "double triple" e toques de bola, num puro estilo de "pelota Caribe". O resultado final foi fixado numa vitória dos Lobos sobre os Caciques, sete "carreteras" a seis.

Convém acrescentar que desde o primeiro torneio da Copa Tortellini foi revelada qualidade, especialmente no ataque, e o entusiasmo de cada um dos jogadores intervenientes. No encontro que opôs o Funchal aos Lobos, os basebolistas deram "hits", "dobles", numerosos "homeruns" e um fenomenal "gran slam". O público concluiu nessa ocasião que, para além do resultado final Funchal, 6 - Lobos, 13, foi o jogo em si, a grande emoção e a qualidade dos jogadores, foi o mais importante nessa primeira jornada.

TRIUNFOS DE PORTUGAL FRENTE A OUTROS PAÍSES EUROPEUS

Para além do Torneio Ibérico, onde a equipa continental de basebol Coimbra se destacou em grande, realizaram-se outras competições de grande qualidade e com excelentes resultados.

No torneio XV aniversário do Clube Baseball Cambre, na Corunha, Espanha, a equipa portuguesa Vikings mereceu um grande aplauso do público presente pela qualidade da sua actuação. Segundo disse Carlos Santos Preto (que publica a sua análise habitual na Net em baseballalmomento.pt.vu), o "torneio foi um sucesso para o clube, não só pelos resultados obtidos, como também pela experiência que proporcionaram aos atletas mais novos, tendo estes participado pela primeira vez num jogo oficial de Basebal.

A equipa de infantis/cadetes dos Vikings venceu sensacionalmente a equipa dos Tiburones da Corunha por 13-12, após uma recuperação fantástica na última "inning". Perdeu, no entanto, o segundo jogo com a equipa de Cambre, por 17-11, conquistando assim um honroso 2º lugar no Torneio, que foi alvo de elogio por parte da organização espanhola. Um resultado surpreendente, uma vez que estas crianças começaram a jogar Baseball no início deste ano.

No escalão sénior, os Vikings defrontaram a forte equipa de Cambre e perderam o jogo por 9-3, ficando afastados da final do Torneio. Foi, no entanto, um dos melhores jogos da equipa esta época, o que deixou satisfeitos jogadores, dirigentes e fã do clube.

Campeonato Basebol Madeira 2005

 Em 2005, ano em que a Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira foi formalmente registada (a 7 de fevereiro de 2005), o panorama do basebol na ilha evoluiu do torneio pontual de 2004 para a organização do Campeonato Madeira Baseball 2005.

Ao contrário dos campeonatos profissionais ou federados com tabelas classificativas formais e extensas, a temporada de 2005 assentou num circuito de mini-torneios, jornadas concentradas e jogos de exibição (como o célebre "Jogo das Estrelas", realizado no Campo Municipal dos Prazeres, na Calheta).

Equipas Representativas em 2005

As jornadas de 2005 integraram formações em representação de quatro concelhos/freguesias chave da ilha:

  1. Funchal (Caciques do Funchal / Funchal Basebol Club)

  2. Calheta (Criollos da Calheta)

  3. Ribeira Brava (Lobos do Campanário)

  4. Câmara de Lobos (Equipa do Curral das Freiras, vencedora do evento inaugural de 2004)

Enquadramento da Competição de 2005

  • Formato: A competição decorreu maioritariamente no formato de Liguilha e torneios de fim de semana distribuídos pelos vários concelhos (Campanário, Calheta e Funchal).

  • Objetivo: Mais do que a homologação de um campeão oficial para efeitos de subida de divisão, o circuito de 2005 visou estruturar a prática da modalidade na Região Autónoma, promovendo o convívio comunitário entre a população local e a comunidade luso-venezuelana.

  • Sem Registo Oficial FPFB: Como as equipas não chegaram a disputar o Campeonato Nacional no continente por razões de custos de deslocação, os resultados do campeonato regional de 2005 não geraram uma tabela classificativa oficial arquivada na Federação.

ASSOCIAÇÃO BASEBOL MADEIRA

 ASSOCIAÇÃO BASEBOL MADEIRA

Na Região Autónoma da Madeira, a prática e regulação do basebol/softbol estiveram ligadas a diferentes entidades organizativas.

As principais associações e estruturas de registo ligadas à modalidade no arquipélago são:

1. Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira

  • Tipo: Associação cultural e recreativa para promoção da modalidade.

  • Ano de Constituição: 2004.

  • Sede: Funchal, Madeira.

2. A.D.R.B.S.K.R.A.M.

(Associação Desportiva e Recreativa de Beisebol, Softbol e Kickball da Região Autónoma da Madeira)

  • Tipo: Associação desportiva abrangendo modalidades como beisebol, softbol e kickball.

  • Sede: Funchal, Madeira.

3. Contexto e Histórico no Arquipélago

  • Comunidade e Influência: A prática do basebol na Madeira esteve historicamente ligada ao regresso de emigrantes luso-venezuelanos, que trouxeram a forte tradição da modalidade.

  • Desenvolvimento Local: A modalidade foi-se adaptando através de núcleos regionais e clubes locais (como a Associação Desportiva do Campanário, na Ribeira Brava, local onde esteve situado um dos campos de treino dedicados).

  • Enquadramento Nacional: Em termos oficiais de competição federada e regulamentação a nível nacional, a modalidade é tutelada pela Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS).

CAMPEONATOS DA Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira

A Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira (ACRBSM) — fundada formalmente em 2004 — não organiza atualmente um campeonato regional oficial regular ou uma liga estruturada nos moldes tradicionais de outras modalidades.

A dinamização do basebol e softbol na Região Autónoma da Madeira funciona com características muito específicas:

1. Formato de Competição: Mini-Torneios e Torneios Informais

Em vez de campeonatos longos por pontos com várias jornadas ao longo da época, a ACRBSM e outras entidades parceiras focam-se em:

  • Mini-torneios regionais: Competições concentradas ao longo de fins de semana (por exemplo, os mini-torneios organizados em parceria com associações como a VENECOM e núcleos de freguesia, como São Martinho ou a Quinta Grande).

  • Jogos de exibição e captação: Encontros pontuais para divulgação das regras da modalidade e atração de novos praticantes.

2. O Papel da Comunidade Luso-Venezuelana

O impulso para a realização destas provas pontuais tem um forte pendor comunitário:

  • A grande maioria dos participantes e impulsionadores dos torneios na ilha são emigrantes regressados da Venezuela e luso-descendentes, onde o basebol é o desporto nacional.

  • A associação serve maioritariamente como plataforma de apoio logístico e de integração social e recreativa, em vez de uma associação federativa formal com quadros competitivos regulares.

3. Os Desafios do Basebol Regional

A ausência de um campeonato regional estruturado deve-se essencialmente a três fatores:

  • Infraestruturas dedicadas: A Região Autónoma não dispõe de um campo oficial/específico de basebol (com relvado e infield em terra batida nas dimensões regulamentares). Os treinos e torneios decorrem habitualmente em campos de futebol adaptados ou polidesportivos (como no RG3 ou recintos escolares).

  • Número de equipas: A inexistência de um número mínimo de clubes formalmente constituídos dificulta a criação de uma liga regular.

  • Enquadramento Nacional: As poucas equipas ou atletas que pretendem competir a nível federado formal dependem da Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) e do circuito nacional do continente.

Lobos Basebol Campanário

O Lobos B.C. (Basebol Clube) e a ligação ao Campanário constituem um dos capítulos mais marcantes da história da implantação do basebol na Região Autónoma da Madeira.

1. O Surgimento da Equipa e o Contexto

  • Origem: Formada predominantemente por emigrantes luso-venezuelanos fixados na Madeira, a equipa dos Lobos surgiu no início dos anos 2000 como um dos núcleos ativos de basebol na ilha.

  • Enquadramento Local: Durante os anos de expansão da modalidade na Madeira, foram constituídas diversas equipas regionais representativas de diferentes concelhos/freguesias (como os Lobos, os Criollos da Calheta, os Caciques do Funchal ou o Funchal Basebol Club).

2. A Ligação Histórica ao Campanário (Ribeira Brava)

  • O Campo da Adega: A freguesia do Campanário (no concelho da Ribeira Brava) foi o grande berço da modalidade no arquipélago. Era no Campo da Adega (um recinto desportivo em terra batida localizado no Campanário) que as equipas regionais, incluindo os Lobos, realizavam os seus treinos e os jogos dos torneios locais.

  • Acolhimento pela Associação Desportiva do Campanário: Dada a escassez de infraestruturas e apoio para o basebol, a Associação Desportiva do Campanário (ADC) apadrinhou a modalidade na Região, integrando e dando apoio logístico às equipas locais e aos seus praticantes quando estas deixaram de estar sob a alçada de outras estruturas.

3. A Dinâmica Competitiva

  • Os Lobos participaram em diversos campeonatos regionais informais e torneios demonstrativos promovidos no arquipélago (como o Campeonato Madeira Baseball e jogos de exibição no Campo dos Prazeres e no Campanário).

  • Como aconteceu com a maioria das equipas da ilha, a atividade dos Lobos dependia do empenho voluntário da comunidade luso-venezuelana. Com o passar dos anos, a falta de um campo regulamentar de raiz com relva/infield adequado e a escassez de apoios financeiros levaram a que as equipas fossem reduzindo a sua atividade regular.

Os primeiros passos do basebol foram dados na ilha da Madeira, com um torneio realizado no domingo - 7 de março de 2024, entre quatro equipas, no campo de futebol do Campanário em Santo da Serra. A equipa do Curral das Freiras venceu o torneio, onde estiveram presentes duas formações do Funchal e uma da Calheta.

Carlos Santos, um dos responsáveis da iniciativa juntamente com Pedro Adolfo, mostrou-se satisfeito com o evento. "Agrupámos entre 30 e 40 jogadores, com uma assistência bastante razoável de adeptos, e ficou na história o nascimento de uma nova modalidade na Madeira."

Aquele responsável diz que o basebol na ilha não está ligado à Federação Portuguesa de Basebol e Softbol porque "há que fazer viagens, e ainda não podemos pensar nisso," mas diz que no futuro será possível. O próximo torneio está agendado para o dia 21 deste mês. 

A notícia que partilhou traz detalhes interessantes, mas contém alguns erros de datas e localizações geográficas que vale a pena clarificar para alinhar a história real do basebol na Madeira:

1. A Incoerência das Datas e dos Locais

  • O Ano: O evento em questão refere-se, na verdade, ao ano de 2004 (e não 2024). Foi nesse ano histórico que o basebol teve o seu grande arranque informal na ilha, dinamizado por Carlos Santos e Pedro Adolfo.

  • A Geografia: O texto menciona "campo de futebol do Campanário em Santo da Serra", o que mistura duas freguesias em pontas opostas da ilha. O Campanário fica no concelho da Ribeira Brava (onde ficava o famoso Campo da Adega), enquanto o Santo da Serra fica nos concelhos de Machico/Santa Cruz. O torneio pioneiro decorreu no Campanário.

2. O Torneio Histórico de Março de 2004

Com estas correções, esse domingo de 7 de março de 2004 ficou de facto assinalado como um dos grandes marcos de arranque da modalidade na Região:

  • Equipas Participantes: Juntaram-se quatro formações (duas do Funchal, uma da Calheta e a do Curral das Freiras).

  • Vencedor: A equipa do Curral das Freiras sagrou-se campeã dessa jornada inaugural.

  • Participação: Reuniu perto de 40 atletas, a grande maioria regressados da Venezuela, demonstrando a enorme paixão comunitária pela modalidade.

3. A Realidade dos Custos Insulares

A declaração sobre a Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) sintetiza perfeitamente a maior barreira que a modalidade sempre enfrentou na Madeira: a insularidade e a logística financeira.

Como a participação em campeonatos nacionais federados implicava deslocações de avião ao continente para jogar em cada jornada, a modalidade optou por crescer através de um circuito de torneios locais e regionais autossustentados.

Com base nesse torneio inaugural de 7 de março de 2004, a classificação final conhecida da competição foi a seguinte:

Classificação Final do Torneio Inaugural (Março 2004)

PosiçãoEquipaOrigem / Concelho
1.ºCurral das FreirasCâmara de Lobos (Campeão)
2.ºEquipa do Funchal AFunchal
3.ºEquipa do CalhetaCalheta
4.ºEquipa do Funchal BFunchal

Destaques do Torneio:

  • Vencedor: A equipa do Curral das Freiras superiorizou-se às restantes formações num torneio disputado em formato concentrado (eliminatórias/liguilha rápida no próprio dia).

  • Organização: Sob o comando de Carlos Santos e Pedro Adolfo, o evento reuniu cerca de 30 a 40 jogadores, maioritariamente regressados da Venezuela.

  • Projeção: Foi o primeiro de vários torneios dinamizados ao longo daquele ano de 2004 que impulsionariam, no ano seguinte (2005), a fundação oficial da Associação Cultural e Recreativa de Basebol e Softbol da Madeira.