PORTUGAL COM UMA BARRIGADA CHEIA DE COMPETIÇÕES DE SOFTBOL: Já são mais de 20 os quadros competitivos ativos em todo o país! 

O softbol em Portugal vive um momento vibrante de diversidade e expansão no terreno de jogo. Contudo, este dinamismo desportivo contrasta fortemente com o panorama institucional formal: a Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) continua ausente dos registos oficiais do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), operando sob uma nova identidade fiscal e sem o estatuto de Utilidade Pública Desportiva (UPD).
https://ipdj.gov.pt/federacoes-desportivas
O Impasse Institucional: FPBS Ausente do IPDJ e sob Novo NIF
De acordo com dados do IPDJ atualizados a 7 de agosto de 2026, a FPBS não figura em nenhuma das categorias oficiais do organismo que tutela o desporto nacional:
Não consta da lista de federações com estatuto de Utilidade Pública Desportiva (UPD);
Não surge na Renovação de Estatuto (2025–2028);
Não se encontra sequer no grupo de entidades com requerimentos pendentes.
Sem a UPD, a FPBS opera como associação de direito privado, sem acesso ao regime legal e aos apoios públicos diretos do Estado. Além disso, no Portal da Justiça, sob o NIPC 516 127 535, figura a escritura de constituição de uma nova entidade denominada "FPBS - FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE BASEBOL E SOFTBOL", levantando incertezas sobre a situação do NIF histórico (503 871 680).
O Panorama Federativo: Concentração e Histórico (1993–2026)
Apesar dos constrangimentos, a FPBS promove competições oficiais cujo universo se encontra fortemente concentrado em dois emblemas: Capitals e White Sharks (W. Sharks), disputando o Campeonato Misto, o Campeonato Feminino e a Taça Cidade de Abrantes, para além da presença na WBSC Slowpitch.
O histórico da modalidade reflete três décadas de oscilações:
1993–1999: Início com o Encontro Nacional (Lisbon Casuals) e Taças Nacionais dominadas por ES Santo André, Académica e Tigres.
2005–2011: Regresso após interregno com títulos da Agrária e Lobas, culminando no Encontro Nacional de 2011 (Crushers, W. Sharks, Ravens).
2012–2026: Após mais de uma década de paragem na vertente mista/feminina nacional, a competição reativou em 2025 e consolidou-se em 2026 com o duelo entre Capitals e White Sharks.
O Mapa das Competições: Mais de 20 Quadros Ativos em Portugal!
Enquanto o quadro federativo enfrenta desafios organizacionais, a modalidade fervilha de norte a sul, nos arquipélagos e no desporto escolar. São mais de 20 quadros e circuitos competitivos a movimentar atletas:
1. Associação Softbol Portugal (ASP) — Entidade com Estatuto de Utilidade Pública
A ASP assume o papel central na modalidade, sendo a única estrutura do setor com estatuto de UPD reconhecido pelo IPDJ. Organiza:
Liga Softbol Portugal Feminino (LSP): Domínio das Crushers (tricampeãs 21/22, 23/24, 24/25) com forte concorrência da Académica, Aveiro e Mutts.
Taça Softbol Portugal Feminino (TSP): Hegemonia total dos Crushers (cinco títulos consecutivos de 2021 a 2025).
Taça Softbol Portugal Promoção (TSPr): Focada no desenvolvimento, com vitórias de Aveiro, Académica e Crushers (2025 e 2026).
Liga Misto Oficial & Promoção (LSM / TSMP): Títulos repartidos por Crushers, Académica, Turpiales, San Francisco e Lavos (campeões em 2026).
Torneios Internacionais: Projeção externa com a realização da Lisbon Series, Gozo Series, Torneio Trasnos, Open Hawks e Torneio Internacional de Coimbra.
2. Liga Atlântica & Provas Regionais
Liga Atlântica Softbol (Misto e Regular): Com mais de 20 edições históricas desde 2005, conta com equipas emblemáticas como Yankees (campeões 23/24) e Anadia (campeões mistos 2023 e 2025).
Associação Basebol Softbol Norte & Liga Continental: Destaque para emblemas como Reumáticos, Piratas, Vilar, Rivers, Andorinhas, Santos e Falcons.
3. Desporto Escolar, Universitário e Taças Históricas
Liga Fertagus / Desporto Escolar (18.ª LIRF): A grande incubadora de talentos, dominada historicamente pelos W. Sharks (10 títulos) e recentemente pelos Crushers (2022–2026).
Taça Osterlund (Sénior e Júnior): Torneios de grande tradição dominados pela Académica, Adémia, Crushers, Mira e Yankees.
Torneio Universitário Softbol Misto: Competição contínua que coroou equipas como Miranda, Benfica, Académica, Anadia, Universidade e Yankees.
4. Região Autónoma da Madeira
Liga de Softbol da Madeira (VI Edição) & Taça Simon Bolivar: Expressivo dinamismo insular com conquistas repartidas entre Barbersport, Diamonds, Vikingos, Cerveceros e Panas (vencedores em 2026).
5. Torneios de Clubes e Encontros Festivos
A vitalidade do softbol é alimentada por uma extensa rede de torneios sociais e de aniversário: Torneio Reumáticos, Torneio Cidade de Almada, Torneio Salreu, Torneio Andorinhas, Torneio Play Burguer e Torneio Renegados.
Conclusão
O softbol português vive duas realidades paralelas: no relvado, um dinamismo contagiante impulsionado pela paixão dos clubes, dinamismo da ASP, escolas e associações regionais; fora dele, a incerteza jurídica da FPBS. Uma coisa é certa: a bola continua a rolar e o softbol está mais vivo do que nunca! 
