sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Basebol português ganha inesperado espaço na Europa - 1999 - Jornal Record

 27 junho 1999 - 17:35

Basebol português ganha inesperado espaço na Europa

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UM “HOME-RUN” de Madonna acabou por catapultar o basebol português à ribalta. Parece ficção. No entanto, a mais febril mania norte-americana espalhou-se por Portugal através do grande ecrã, na película de Penny Marchall, intitulada “Liga das Mulheres”, onde a extravagante “pop star” encarna o papel de uma jogadora irreverente e talentosa dos anos 40. Embora o filme retrate uma versão “soft” do tradicional basebol, a ideia inflamou os portugueses, que hoje contam com 42 pólos difusores do desporto de Norte ao Sul do País e uma mão-cheia de internacionalizações, entre elas uma participação no Campeonato da Europa Série B (1998), em que a selecção nacional contabilizou três vitórias e um 13º lugar final.

Debitar toda a projecção observada no basebol nacional na produção cinematográfica americana, no entanto, é "injusto". "Digo isto porque o basebol português surgiu em três frentes: a primeira frente manifestou-se entre a comunidade luso-venezuelana; a segunda, em duas instituições de ensino, no Seixal e Coimbra; e a terceira, nas universidades", explica Sérgio Costa e Silva, um ex-jogador hoje presidente da Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS). A partir desta tríade difusora da modalidade, que culminou no reconhecimento oficial da FPBS, em 23 de Fevereiro de 1996, muitos lançamentos foram feitos no campo do basebol nacional, nomeadamente "um inesquecível e importante I Encontro Nacional de Basebol e Softbol, que contribuiu para o desenvolvimento de várias equipas" e o “Auto de Basebol nas Ruas de Lisboa”, que nada mais foi que um jogo-demonstração do que era o desporto, nos relvados de Belém, a aproveitar o mediatismo da película de Marchall.

Os números que envolvem o desporto, actualmente, não chegam a fazer levantar a assistência das bancadas, mas alguns arremessos ultrapassam em muito outras modalidades dotadas de estatuto de Utilidade Pública Desportiva. "Estamos a crescer muito", enfatiza Sérgio Costa e Silva. De zero a dez, o basebol português pode ser sumariamente traduzido assim: nenhum campo específico para a prática da modalidade ("temos apenas em Oliveira de Azeméis um espaço adaptado"); um jogador profissional ("Carlos Messias"); quatro equipas de softbol; oito equipas na categoria cadetes; nove em seniores; 18 anotadores filiados na FPBS; 22 árbitros; 25 escolas a desenvolver um programa na modalidade; 40 treinadores reconhecidos pela FPBS; 42 pólos difusores; 491 praticantes ("número apurado em 98").

A máquina de calcular da jovem Federação, entretanto, só está programada para trabalhar na operação de multiplicar e estes recordes tendem a ser batidos, segundo o seu dirigente máximo. "Estou certo de que ao fim desta temporada teremos uns 700 atletas federados. As nossas prioridades para 99 são investir na estrutura federativa e nas condições administrativas (a FPBS ainda não tem uma sede); trabalhar nos escalões de formação e desenvolvimento; e, por último, promover a formação de agentes desportivos", enumera Sérgio Costa e Silva. Ou seja, para além de "criar alicerces para a casa", a ideia é de que cada clube tenha pelo menos duas equipas, uma sénior e outra cadete, assistidas por sua vez por profissionais credenciados. A “multiplicação dos pães” irá beneficiar também o palmarés nacional, pois, através de "uma estratégia de desenvolvimento, Portugal deverá entrar para o grupo A europeu -- uma espécie de ‘grand slam’ -- em 2006".

O protocolo de cooperação estabelecido entre a Major League (liga profissional americana) e Portugal, no início dos anos 90, pelos primeiros impulsionadores deste desporto em Portugal, Fernando Lucas e José Andrade, sofreu um reforço em 1996, o que, para o presidente, está a impulsionar ainda mais o seu plano de incremento da modalidade. “A maior prova disto foi o assessoramento técnico dado à equipa nacional com vistas ao Europeu B de 98”, o conceituadíssimo técnico italiano Giuseppe Guilizzioni, ex-seleccionador da Itália e Espanha. "Ele é o único técnico europeu credenciado na Major League e um dos mais reconhecidos mundialmente; e por termos este acordo esteve connosco durante dois anos", explica o presidente da FPBS o bom acompanhamento que a equipa das quinas teve, acrescentando que, além de 'Beppe', alcunha do italiano, o grupo contou ainda com o preparador espanhol Lorenzo Garcia e os técnicos nacionais Pedro Sequeira (director), Luís Simas e António Nadas (adjuntos).

GRAVADO NA RETINA

Foi no meio de uma grande balbúrdia e alvoroço que Portugal se estreou numa competição internacional de grande envergadura. "Não posso esquecer a nossa bandeira sendo ostentada na Áustria, onde decorreu o último Campeonato da Europa Série B. O nosso primeiro jogo foi o de abertura de todo o evento e defrontámos os anfitriões, o ‘team’ austríaco. Foi uma grande pressão", relembra Sérgio Costa e Silva. A selecção nacional tinha um objectivo definido para aquele campeonato: ganhar pelo menos um jogo. A modesta ambição dos “maçaricos” acabou por surpreender. "Tudo vai ficar para sempre gravado na minha retina", afirma o jovem dirigente, estudante de Engenharia.

"Começámos o jogo de abertura bem e perdemos por pouco", diz o nosso interlocutor. Isto porque os 13-7 do “placard”, frente aos donos da casa, não foi, nem de perto, o pior resultado do evento. No quinto jogo da segunda fase, por exemplo, a Jugoslávia perdeu por 14-0 para Portugal e a Finlândia foi batida por 14-6. O país número 3 do “ranking” B de 1996, a Lituânia, foi uma espinha na garganta da selecção nacional: "Foi difícil de digerir. A lutar pelo nono lugar, a nossa equipa entregou o jogo por 4-3, na última entrada (‘inning’)". No balanço final a selecção das quinas terminou em 13º lugar na competição, que se realiza de dois em dois anos, a intercalar com o Europeu Série A, onde competem apenas doze países dos 37 que hoje aderem ao basebol na Europa. "Com mais experiência e calma estaríamos entre os oito primeiros", assegura o presidente da FPBS.

NA "DISNEYLÂNDIA"

A última concentração (de um total de seis) feita pela equipa nacional, com vistas ao evento austríaco, aconteceu no que se pode chamar a Disneylândia dos amantes europeus do basebol, a Itália. Foram apenas sete dias, contudo, sob condições extraordinárias de treino. "Era a primeira vez que a equipa pisava um campo específico de basebol -- em Portugal só temos um campo adaptado, que fica em Oliveira de Azeméis -- e desfrutava de equipamentos de preparação como as 'pitch machines', para lançamento de bolas, entre outros, os quais nunca havíamos tido contacto", afirma Sérgio Costa e Silva.

Antes de chegar ao imenso “playground” italiano, os seleccionados padeceram no paraíso para conseguir uma vaga na selecção. Uma primeira triagem foi feita por ocasião da Taça Galaico Portuguesa, este sim o primeiro teste internacional para os basebolistas portugueses. Deste evento foram apurados 21 atletas, entre 48 convocados, e destas duas dezenas apenas sete tiveram passaporte carimbado para a Áustria com escala em Itália.

Mas quem é adepto do basebol em Portugal é-o por puro gozo, porque profissionalização ainda é coisa rara, ou melhor única. "Temos apenas um jogador profissional que se chama Carlos Messias e é de origem venezuelana". Os restantes 491 federados são pessoas comuns, doutores, engenheiros, trabalhadores em geral, que buscam a emoção de um desporto que não tem nada de elitista mas que propicia grande euforia e espírito patriótico quanto outras modalidades em que o esférico passa pelos pés do atleta.

CADETES PROMISSORES

“No caminho certo, mas com algumas arestas a aparar.” É assim que o actual director técnico nacional da Federação Portuguesa de Basebol e Softbol, Luís Simas, avalia a actual fase pela qual este desporto tipicamente norte-americano está a passar em Portugal. "O nível do basebol está bom, dado os poucos anos que estamos a trabalhar a sério. Já superámos largamente as nossas expectativas e uma prova disto foi o mais recente resultado obtido pelo clube português Tigres de Loulé, que participou na Taça da Confederação Europeia de Basebol, finalizando em segundo lugar no ‘ranking’ da Divisão B.”

Luís Simas é um adepto ferrenho de basebol desde 1995, "época em que cheguei a jogar nos Pioneiros do Seixal". O seu trabalho como director técnico é recente, pois, no ano passado, actuou como adjunto de Pedro Sequeira na preparação da equipa nacional para o Campeonato da Europa de 98. Tal como o presidente da FPBS, Luís Simas afirma que os objectivos dessa delegação eram apenas conhecer o basebol europeu e se possível alcançar uma vitória. "Tivemos três vitórias e três derrotas, o que demonstra que atingimos em muito as nossas metas", reforça o director técnico.

Quanto a destacar algum talento nacional que tenha despontado durante este Europeu, Simas prefere não citar nomes: "Neste momento, todos os que foram escalados para a selecção têm condições para lá continuar. Não estamos naquela fase de enaltecer prestações individuais, porque estão todos muito no mesmo nível e a equipa funciona pelo seu todo." De acordo ainda com este responsável, novos talentos estão a surgir no cenário do basebol nacional, nomeadamente, na categoria cadetes, "o que porventura poderá levar à promoção de três deles no caso de uma futura convocação da selecção". Tal medida, prossegue o director técnico, "beneficiaria o entrosamento dos mais jovens com o sistema competitivo internacional”, para além de ser uma importante medida rumo a 2006, quando os dirigentes pretendem ver Portugal na elite do basebol europeu.

OS CLUBES PORTUGUESES

Feira Basebol Clube -- Stª Maria da Feira

Associação Académica de Coimbra (campeão nacional e da Taça de Portugal em 1997)*

Paz Basebol Clube

Gaia Basebol Clube

Porto Basebol Clube

Basebol Clube Tigres de Loulé (campeão nacional e da Taça de Portugal em 1998)*

Lisboa Basebol Clube

Associação Académica da Universidade de Aveiro

Latinos da Bairrada Basebol Clube

* Foram levados em consideração apenas os campeonatos nacionais homologados pela Federação Portuguesa de Basebol e Softbol. O primeiro circuito a nível nacional aconteceu em 1994 e foi vencido pelos Peloteros de Az, equipa hoje intitulada Paz Basebol Clube.

REGRAS DO BASEBOL

1. Cada equipa ataca e defende alternadamente. A equipa que defende entra em campo com nove jogadores. A que ataca conta apenas com um, o batedor.

2. A partida é disputada em nove “innings” (entradas). Um “inning” é formado por um ataque e uma defesa para cada formação em jogo. A mudança acontece quando a equipa que está a defender consegue eliminar três batedores adversários.

3. Não existem empates. Se ao final dos nove “innings”, o jogo estiver empatado, outras entradas serão acrescentadas até ao desempate.

4. Uma equipa marca um ponto quando o batedor consegue percorrer o quadrado (chamado “diamond”) formado pelas quatro bases. A corrida para as bases começa quando o “batter” (batedor) devolve a bola arremessada pelo “pitcher” (lançador) dentro da área de jogo. O batedor corre até que um defensor consiga devolver a bola para algum de seus companheiros que ficam posicionados junto às bases.

5. Se o batedor não conseguir completar as quatro bases na mesma jogada, ele pára naquela que tiver alcançado e um novo batedor entra no jogo.

6. O batedor também consegue um ponto quando manda a bola para fora do campo de jogo. E caso consiga completar as quatro bases numa mesma jogada dá-se um “home run”.

7. Um batedor é eliminado quando o lançador manda três bolas correctamente e ele não consegue rebater. Quatro lançamentos errados colocam o batedor automaticamente na primeira base.

8. O batedor também é eliminado quando um dos defensores pega a bola rebatida antes que ela caia no chão; quando os defensores conseguem chegar à base em disputa, com a bola, antes do atacante; ou quando um defensor toca o atacante com a bola antes que ele alcance uma base.

BASEBOL VERSUS SOFTBOL

1. O campo de softbol é menor. Mede dois terços do campo de basebol.

2. A bola é mais pesada: 141.8 a 148.8 gramas e 30 a 31 centímetros no basebol e entre 180 e 200 gramas e 22.9 a 23.5 centímetros de circunferência no softbol.

3. A equipa de basebol tem nove jogadores, um a menos que a de softbol.

4. No basebol, o arremesso é sempre por cima. No softbol, a bola é lançada por baixo.

5. O basebol é praticado exclusivamente por homens, enquanto o softbol é predominantemente praticado por mulheres.

MARIA LUCIA MAGALHÃES

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Trajetória internacional dos White Sharks — Almada Beisebol Clube

 A trajetória internacional dos White Sharks — Almada Beisebol Clube começou a ganhar forte relevância a partir do final dos anos 2000, afirmando o clube almadense como um dos principais embaixadores do beisebol português no plano europeu. A estreia no estrangeiro deu-se em 2008 na Averso's Cup, na cidade francesa de Fénay, abrindo caminho para uma fase de rápida expansão e internacionalização do seu plantel.

O grande salto competitivo ocorreu no ano seguinte, em 2009, quando a equipa fez a sua estreia em provas oficiais da Confederação Europeia de Beisebol (CEB) ao disputar a European Cup Qualifier em Antuérpia, na Bélgica. Ao longo da década seguinte, os White Sharks tornaram-se presença habitual nas eliminatórias europeias, marcando presença nas edições de 2011 em Montpellier (França), 2012 em Namur (Bélgica) e 2014 em Sénart (França), onde mediram forças com clubes profissionais de topo do continente.

Em paralelo com as provas oficiais da CEB, o clube manteve um calendário intenso de torneios particulares e ibéricos. Em 2010, viajaram até Monthey, na Suíça, para disputar o Torneio Internacional dos Alpes. No ano de 2012, participaram no Torneio de Pays de Foyen, realizado na comuna de Pineuilh, no sudoeste de França — revelando a ligação direta à região francesa. O percurso europeu levou-os ainda à Áustria em 2013, onde competiram no prestigiado torneio Finkstonball, em Attnang-Puchheim, ao lado de formações de vários continentes.

Nos anos seguintes, entre 2015 e 2019, o foco de internacionalização centrou-se no circuito ibérico e nos escalões de formação. A equipa sénior e as camadas jovens mantiveram presenças assíduas na vizinha Espanha, participando no Clássico de Outono em Sevilha, nos torneios de Vigo e Corunha, e na Baix Llobregat Cup em Barcelona. Estas campanhas não só permitiram elevar o nível técnico dos atletas portugueses perante adversários habituados a ligas profissionais, como também fortaleceram a projeção de jogadores da formação almadense para a Seleção Nacional.

Gaia Beisebal Clube - Gaia Basebol Clube em 1997


O Gaia Basebol Clube e a participação de equipas de basebol no Torneio Cidade da Corunha em 1997 enquadram-se na fase de afirmação e expansão do basebol ibérico na segunda metade da década de 1990.

O Contexto do Basebol em Gaia (1997)

Em 1997, o basebol em Vila Nova de Gaia atravessava um período de grande dinamismo:

  • Competições e Intercâmbio: O Gaia Basebol Clube participava ativamente no Campeonato Nacional de Basebol português e organizava eventos de intercâmbio com equipas do norte de Espanha (Galiza).

  • Relação com A Coruña: A proximidade geográfica e desportiva entre o norte de Portugal e a Galiza levou à realização frequente de torneios transfronteiriços. Em março de 1997, por exemplo, disputou-se o I Gaia Basebol 97 (no Colégio de Gaia), que contou com a presença da equipa galega Karbo da Corunha.

O Torneio Cidade da Corunha

O Torneio Cidade da Corunha (ou Torneo Ciudad de A Coruña) era um dos torneios amigáveis/de pré-época tradicionais organizados na Galiza, servindo para promover a modalidade entre clubes galegos e convidados portugueses (como o Gaia Basebol Clube, a Académica de Coimbra e o Porto Basebol):

  • Formato: Torneios deste género reuniam equipas de seniores e/ou escalões de formação (cadetes) de Portugal e Espanha.

  • Competitividade em 1997: Para o clube de Gaia, a participação em torneios na Corunha em 1997 servia de preparação para o I Campeonato Nacional oficial em Portugal, além de impulsionar a formação de jovens atletas (escalão de cadetes) na região de Gaia.

Reativação do Basebol na Madeira em 2019

 


reportagem "Enseñan béisbol en escuelas de Madeira" foi publicada no jornal Correio de Venezuela no final de 2019

Reativam a prática do beisebol na Madeira
Os luso-venezuelanos treinam todos os domingos no polidesportivo de São Martinho com vista a uma melhor formação

DELIA MENESES

Para assistir aos treinos que acontecem todos os domingos no Polidesportivo de São Martinho, no Funchal, não precisa de saber jogar beisebol, mas sim de ter vontade de aprender. Foi o que demonstrou Gonçalo Nuno, ex-diretor do Centro das Comunidades Portuguesas, que participou na prática deste domingo, 12 de maio, e até se animou a rebater. Como já é habitual, a preparação esteve a cargo do treinador Carlos de Sousa.

O perfil dos participantes é heterogéneo. Crianças, jovens, adultos, com e sem experiência no beisebol, reúnem-se todos os domingos das 12h às 13h no campo de futebol sintético de São Martinho, localizado ao lado do cemitério.

"Todos os interessados em praticar beisebol na ilha podem aproximar-se e, quem não sabe, aprende rápido por aqui", comenta Pedro Rodolfo Freitas, fundador da Associação de Beisebol da Madeira, que deseja reativar a modalidade na ilha com o fôlego trazido pelos milhares de luso-venezuelanos que chegaram à Madeira nos últimos anos. Lança também um desafio às mulheres para que se animem a integrar uma equipa de softbol.

No passado dia 28 de abril, a Associação de Beisebol e Softbol da Madeira, cujo rosto visível é Freitas, renovou a sua direção. Acompanham-no neste desejo de massificar a modalidade... Na Madeira, jogar beisebol, mais do que um desporto, é uma oportunidade para "matar saudades" da sua terra natal, de reunir compatriotas e sentir esse ambiente venezuelano.

Freitas pede apoio às instituições para conseguir que o beisebol tenha um espaço oficial na Região Autónoma, um campo para treinar e organizar torneios. "Queremos trabalhar em duas vertentes: formar as equipas de adultos e participar na realização de aulas formativas para as crianças das escolas da ilha".

"Queremos que cada freguesia da Madeira tenha uma equipa de beisebol" Um grupo de portugueses e venezuelanos, com o apoio das autoridades de São Martinho, organiza-se para formar crianças e jovens nesta modalidade

DELIA MENESES

José Fernandes nasceu na rua do Til, no Funchal, mas emigrou para a Venezuela quando tinha 11 anos. Aos 13 apaixonou-se pelo beisebol a tal ponto que não se importava de deixar de comer para jogar bola nas ruas de Macarao. "Nessa época, praticava-se em plena rua e a toda a hora", recorda Fernandes, que regressou à Madeira em 2018, tal como tantos outros emigrantes.

Esta "febre" pelo beisebol não diminuiu com os anos; as suas habilidades no desporto-rei venezuelano fizeram com que alguns o comparassem a Joe Ferguson, famoso por ter um dos braços de arremesso mais fortes entre os jardineiros das Grandes Ligas. Era uma paixão que quis transmitir ao seu filho, a quem levava religiosamente aos treinos.

Na Venezuela, Fernandes, que se dedicava ao comércio, também foi treinador. Quando regressou à sua terra natal, a ilha da Madeira, nunca pensou que esta modalidade se voltaria a cruzar no seu caminho. No entanto, em abril de 2019, a Venecom, as autoridades de São Martinho e a Associação de Beisebol da Madeira organizaram um jogo no campo do Exército (RG3), que reuniu cerca de 120 pessoas.

Foi um domingo familiar para "matar saudades" e começar a dar forma a um sonho partilhado por muitos dos presentes: ter um campo de beisebol na Madeira. Nesse dia, Fernandes surpreendeu-se ao perceber que a modalidade tinha entusiastas na ilha. Não demorou muito até formarem uma equipa: o Basebol Club São Martinho, que tem treinado todos os domingos no campo de futebol sintético em São Martinho, ao lado do cemitério.

Junto a Fernandes está Antonio Sanz, um venezuelano casado com uma madeirense que adotou a ilha como sua casa. É camionista de profissão, mas na sua terra, Los Valles del Tuy, participava ativamente nos torneios de beisebol organizados na zona. O desejo de ambos é que o seu desporto favorito ganhe adeptos e jogadores em Portugal.

Ensinam beisebol em escolas da Madeira A Associação Cultural e Recreativa de Beisebol e Softbol da Região promove a modalidade entre os jovens

DELIA MENESES

Desde abril de 2019, a Associação de Beisebol da Madeira decidiu retomar o desporto-rei da Venezuela na ilha onde atualmente vivem mais de 10 mil luso-venezuelanos. O trabalho tem sido desenvolvido em duas vertentes: a formação de equipas de adultos e a realização de aulas formativas para as crianças das escolas da ilha.

A instituição de ensino pioneira na prática desta disciplina é a Escola Secundária Jaime Moniz. Ali, o professor de Educação Física, João Inácio Abreu, pôs 2.900 alunos a jogar beisebol. "Nesta escola, a modalidade faz parte do programa académico e os estudantes gostam bastante porque a veem muito na televisão e nos filmes. A isto soma-se a presença dos venezuelanos que trazem a paixão por este desporto", explica Abreu.

Os treinos e a formação acontecem todas as quartas-feiras neste liceu. Abreu destaca que, para promover o beisebol, o mais importante é a formação, sendo necessário começar pelas bases. Por isso, a Associação de Beisebol da Madeira, através do treinador Carlos Sousa, de Abreu e de outros colaboradores, planeia oferecer aulas formativas noutros liceus e escolas da Madeira. Também trabalham na preparação de treinadores e árbitros.

Pedro Rodolfo Freitas, fundador da Associação de Beisebol da Madeira, convida todos os interessados em aprender e praticar beisebol na ilha a comparecerem todos os domingos, das 12h às 13h, aos treinos realizados no campo de futebol sintético em São Martinho. A associação trabalha na preparação de treinadores e árbitros na Madeira e, através do treinador Carlos Sousa, Abreu e outros colaboradores, planeiam oferecer aulas formativas na Achada de Gaula, município de Santa Cruz, entre as 13h e as 17h, onde decorrem jogos amigáveis, embora o objetivo posterior seja disputar um campeonato.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

V edição da Taça Simón Bolívar de Softbol na Madeira

 Os vencedores da V edição da Taça Simón Bolívar de Softbol na Madeira (realizada a 26 de julho de 2026 no Campo Municipal do Paul do Mar, na Calheta) foram os Panas de Boaventura.

Resumo da Fase Final

  • Campeão: Panas de Boaventura (venceram a final por 6-4)

  • Vice-campeão: Caimanes de Porto Moniz

  • 3.º Lugar: Pioneiros do Funchal

  • 4.º Lugar: Bucaneros da Calheta

Percurso da Jornada

  • 1.ª Meia-final: Os Panas de Boaventura garantiram a vaga na final ao vencerem os anfitriões Bucaneros da Calheta por 4-2.

  • 2.ª Meia-final: Os Caimanes de Porto Moniz derrotaram os Pioneiros do Funchal num jogo renhido por 7-6.

  • A Grande Final: A equipa de Boaventura consolidou o triunfo no torneio regional ao impor-se por 6-4 sobre os Caimanes.

(Nota: Na edição anterior, a IV edição em 2025, o título tinha sido conquistado pela equipa da Ribeira Brava).

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Fragmentação no Basebol Nacional: Clubes Abandonam a Federação e Competem em Circuitos Paralelos


Em 2026, o panorama do basebol e do softbol em Portugal reflete um cenário de acentuada fragmentação. Sem uma estrutura centralizada que agregue todos os agentes da modalidade, os 11 clubes ativos no país dividem-se atualmente por três competições paralelas de basebol sénior masculino, mudando de prova conforme as suas conveniências e alimentando uma crise institucional com mais de uma década.
A Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS), que se descreve como o órgão máximo do Basebol, Softbol e Baseball5 em Portugal e representante oficial junto da World Baseball Softball Confederation, acumula sucessivas falhas de gestão e perdeu o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva (UPD) em 2013. A perda do estatuto foi formalizada por um despacho assinado a 21 de maio de 2013 pelo então Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, e publicado em Diário da República a 18 de junho de 2013. O pedido de renovação do estatuto foi indeferido por ser considerado extemporâneo, isto é, fora do prazo legal, e porque a federação não apresentou a documentação essencial exigida para a instrução do processo.
A perda do estatuto UPD acabou por acentuar o declínio das competições oficiais. Antes disso, os campeonatos nacionais da FPBS já davam sinais de extrema fragilidade, sendo disputados por apenas duas equipas. No 13º Campeonato Nacional de Basebol, em 2010, a Académica de Coimbra sagrou-se campeã e os White Sharks de Almada foram vice-campeões. Em 2011, os White Sharks foram campeões e a Académica vice-campeã. Em 2012, os White Sharks voltaram a vencer, tendo os Bravos do Centro Social Luso Venezuelano da Feira terminado como vice-campeões, num ano em que a Académica entrava em insolvência e em completo abandono. Em 2013, os White Sharks alcançaram o tricampeonato e os Bravos voltaram a ser vice-campeões. Por três ocasiões, nos anos de 2009, 2014 e 2015, a principal competição de basebol sénior masculino da Federação nem sequer se realizou.
Desde a origem das provas, a modalidade passou por múltiplos formatos. Entre 1993 e 2008, a principal competição sénior teve vários ciclos. Em 1993, realizou-se o Encontro Nacional de Basebol. Nas épocas de 1994, 1995 e 1996, aconteceram as três primeiras edições do "Circuito Nacional de Basebol", tendo o Paz de Oliveira de Azeméis ganho as duas primeiras edições e a Académica a de 1996. De 1997 a 2019, disputaram-se 16 edições do Campeonato Nacional de Basebol Sénior Masculino.

Porém, a partir da época de 2016 e após a perda da utilidade pública, a FPBS foi obrigada a retomar o seu formato de "Circuito Nacional", realizando 12 edições desde então.
Muitos dos campeões do Circuito ou do Campeonato Nacional já não disputam a competição da federação. A Académica de Coimbra, o único clube fundador ativo da FPBS e o clube com mais títulos conquistados no ranking federativo de todos os tempos (6 títulos de campeão e 6 de vice-campeão), joga atualmente noutra competição. Por sua vez, históricos como os Tigres de Loulé (detentores de 6 títulos nacionais) e o Paz de Oliveira de Azeméis (tricampeões em 1993, 1994 e 1995) encontram-se inativos, enquanto a Universidade de Aveiro, que venceu o campeonato nacional de 2007, já não existe.
Aproveitando o momento mais fraco da competição da federação, os White Sharks de Almada venceram os circuitos nacionais de 2008, 2011, 2012, 2013, 2016 e 2017.

A partir de 2017, com a entrada de equipas venezuelanas no Circuito Nacional, os Piratas ganharam as edições de 2018, 2021 e 2025, a equipa venezuelana do Feirense venceu em 2019 e 2023, os Ravens de Loulé ganharam em 2022 e os Rivers de Estarreja venceram em 2024.

No entanto, em 2025, as principais equipas venezuelanas (Piratas, Rivers e Ravens) saíram da Federação, fazendo com que o Circuito Nacional voltasse a ter pouquíssimas equipas a competir.
Face ao descontentamento com as eleições e com a gestão da federação, surgiram alternativas independentes. A partir de 2006, nasceu a Liga Atlântica de Basebol (LAB) para responder às exigências dos principais clubes. Em 2026, a LAB atinge a sua 20ª edição histórica, contemplando vários campeões e formando novos clubes. Já em 2025, os clubes venezuelanos Piratas e Rivers, em conjunto com uma nova equipa chamada Guerreiros do Norte, passaram a disputar a Liga de Basebol de uma nova entidade, a Associação de Basebol e Softbol do Norte (ABSN).
Atualmente, o quadro competitivo do basebol sénior masculino divide-se em três frentes: o Circuito Nacional da Federação com apenas 4 equipas, a Liga Atlântica de Basebol com 4 equipas e a Liga Basebol ABSN com 3 equipas.

Entre 2022 e 2024, existiram também os campeonatos de basebol do Inatel, onde o Lavos Basebol venceu as duas primeiras edições e o Aveiro Basebol ADN conquistou a última.

Nas segundas provas mais importantes de basebol sénior masculino, a Federação deixou de organizar as 17 edições da histórica Taça de Portugal — prova onde sobressaíram os Tigres de Loulé com 6 títulos (1998, 1999, 2001, 2002, 2003 e 2004), os White Sharks de Almada com 5 títulos (2008, 2010, 2011, 2012 e 2013), a Académica com 3 títulos (1997, 2005 e 2009), Bravos com 1 título (2006) e os Lobos de Abrantes com 1 título em 2007. Em sua substituição, a FPBS passou a fomentar a Taça de Abrantes a partir de 2017, com o Feirense a conquistar 5 títulos e os White Sharks 3 títulos. Paralelamente, em 2010, começou a desenrolar-se a Taça Osterlund em homenagem ao marinheiro americano que introduziu o basebol regular em Portugal, destacando-se os 3 títulos da Académica de Coimbra, os 2 do Lavos Basebol da Figueira da Foz e os 2 dos Blue Rox (Rivers).
No passado, a Federação organizou ainda a Super Taça entre 1998 e 2003, disputada entre o vencedor do Campeonato e o vencedor da Taça, na qual a Académica, os Tigres e o Lisboa Basebol venceram 2 troféus cada.

Já ao nível de torneios particulares, o grande destaque de longevidade vai para a Académica de Coimbra, detentora do torneio mais antigo de Portugal: o Torneio Universitário. Teve a sua primeira edição em 1993, ganha pelos Caciques de Espinho, e assinala em 2026 a sua 31ª edição, mantendo-se como um símbolo vivo da modalidade no país.

domingo, 9 de agosto de 2026

BELION BASEBOL REVALIDA O TITULO E SAGRA-SE BICAMPEÃO DA LIGA ATLÂNTICA BASEBOL

BELION BASEBOL REVALIDA O TITULO E SAGRA-SE BICAMPEÃO DA LIGA ATLÂNTICA BASEBOL

ANHÃ, VIANA DO CASTELO — A história voltou a fazer-se no basebol nacional. Numa manhã soalheira e com uma temperatura agradável a emoldurar o espetáculo, a Associação Desportiva do Belion sagrou-se bicampeã da Liga Atlântica de Basebol (LAB) ao vencer os Yellow Sox por uns expressivos 26-1.
O emblemático Estádio José Alpuim Sobrinho, casa dos Yellow Sox em Anhã, Viana do Castelo, serviu de palco para a grande final da 20.ª edição da LAB — a competição de basebol com maior tradição e longevidade em Portugal.
Domínio absoluto e espetáculo em campo
O clássico minhoto entre o Belion Basebol (Ponte de Lima) e os Yellow Sox (Viana do Castelo) ficou marcado pela eficácia avassaladora da equipa limiana no batimento. Ao longo dos 6 innings disputados, o Belion construiu uma vantagem sólida, enquanto a equipa da casa lutou bravamente até alcançar o seu merecido ponto de honra no último inning.
Evolução do marcador (innings):
⚾ 1.º Inning: Belion 4 corridas
⚾ 2.º Inning: Belion 5 corridas
⚾ 3.º Inning: Belion 6 corridas
⚾ 4.º Inning: Belion 4 corridas
⚾ 5.º Inning: Belion 7 corridas
⚾ 6.º Inning: Yellow Sox 1 corrida (Ponto de honra)
Para além do resultado, a partida proporcionou momentos de grande entusiasmo para o público presente, com batimentos fulgurantes para o leftfield, defesas aéreas de grande nível no outfield e intervenções decisivas por parte dos catchers.
Celebração do desporto e entrega de troféus
Na cerimónia de encerramento, todas as formações que integraram esta edição histórica da Liga Atlântica de Basebol foram enaltecidas pelo empenho e dedicação ao longo do campeonato.
O troféu de campeões foi entregue aos atletas do Belion pelas mãos do Presidente da Junta de Freguesia de Anhã, José Filipe Correia da Silva, que destacou a importância do evento para a freguesia e para o desporto regional.
Prémios especiais: Recompensa ao mérito e ao fair play
Para coroar a grande final de forma memorável, a organização promoveu a atribuição de prémios extra. Afastando-se da habitual eleição de um "MVP", a iniciativa teve como grande objetivo valorizar atitudes, momentos marcantes, decisões técnicas e o verdadeiro espírito desportivo em campo.
Categorias em destaque:
💥 Batida Atómica: Atribuído à melhor batida da final.
🧱 A Última Muralha: Distinção para a melhor jogada defensiva no outfield.
💎 Defesa Diamante: Prémio para a melhor jogada defensiva no infield.
🎯 Golpe Final: O strikeout mais marcante do encontro.
🥷 Assalto em Campo: Atribuído ao melhor roubo de base.
🎬 Momento Épico: Para a jogada ou instante mais memorável do jogo.
🤝 Espírito do Jogo: Reconhecimento da melhor demonstração de fair play, respeito e desportivismo.
Esta inovação reforçou a entrega de todos os atletas em cada lance, fechando com chave de ouro uma edição memorável que enaltece a qualidade e os valores do basebol em Portugal.

sábado, 8 de agosto de 2026

⚾🥎 HISTÓRIA E CAMPEÕES NA LIGA ATLÂNTICA! 🏆

 

⚾🥎 HISTÓRIA E CAMPEÕES NA LIGA ATLÂNTICA! 🏆
A Liga Atlântica de Basebol e Softbol revelou recentemente o seu histórico oficial atualizado de campeões, assinalando quase duas décadas de competição e celebrando a grande evolução da modalidade em Portugal!
O grande destaque vai para a A.D. Belion, que conquistou o título da Liga Atlântica Basebol em 2025, sucedendo ao C.C.D. Salreu (campeão em 2024) e travando a sequência recente do Reumáticos Anadia e dos Vikings Vila do Conde — estes últimos, aliás, continuam entre os mais emblemáticos da história do torneio, acumulando títulos desde 2006.
No Softbol Misto, a hegemonia recente pertence sem margem para dúvidas ao Anadia Basebol, que assinou um impressionante three-peat ao vencer em 2023, 2024 e 2025. Uma marca de respeito que coloca a equipa ao lado da histórica Académica de Coimbra, dominadora da vertente com quatro títulos consecutivos entre 2013 e 2016.
Coimbra, aliás, reafirma a sua forte tradição nos desportos de taco e bola! No Softbol, os Yankees Coimbra bisaram com vitórias em 2023 e 2024, dando continuidade ao legado da Académica e da Adémia Coimbra. Já na Formação (Júniores), o quadro de honra destaca a importância das equipas locais e escolares no futuro do modalidade, com títulos repartidos por formações como Highlanders Gondomar, Adémia Coimbra, Universidade de Aveiro e Vikings Vila do Conde.
Com registos oficiais desde 2005, a Liga Atlântica afirma-se como o grande motor do basebol e softbol nacional, perspetivando já as próximas épocas com enorme expetativa!

🚨 PORTUGAL COM UMA BARRIGADA CHEIA DE COMPETIÇÕES DE SOFTBOL:

 

🚨 PORTUGAL COM UMA BARRIGADA CHEIA DE COMPETIÇÕES DE SOFTBOL: Já são mais de 20 os quadros competitivos ativos em todo o país! 🥎🇵🇹
O softbol em Portugal vive um momento vibrante de diversidade e expansão no terreno de jogo. Contudo, este dinamismo desportivo contrasta fortemente com o panorama institucional formal: a Federação Portuguesa de Basebol e Softbol (FPBS) continua ausente dos registos oficiais do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), operando sob uma nova identidade fiscal e sem o estatuto de Utilidade Pública Desportiva (UPD).
https://ipdj.gov.pt/federacoes-desportivas
🏛️ O Impasse Institucional: FPBS Ausente do IPDJ e sob Novo NIF
De acordo com dados do IPDJ atualizados a 7 de agosto de 2026, a FPBS não figura em nenhuma das categorias oficiais do organismo que tutela o desporto nacional:
  • ❌ Não consta da lista de federações com estatuto de Utilidade Pública Desportiva (UPD);
  • ❌ Não surge na Renovação de Estatuto (2025–2028);
  • ❌ Não se encontra sequer no grupo de entidades com requerimentos pendentes.
Sem a UPD, a FPBS opera como associação de direito privado, sem acesso ao regime legal e aos apoios públicos diretos do Estado. Além disso, no Portal da Justiça, sob o NIPC 516 127 535, figura a escritura de constituição de uma nova entidade denominada "FPBS - FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE BASEBOL E SOFTBOL", levantando incertezas sobre a situação do NIF histórico (503 871 680).
🥎 O Panorama Federativo: Concentração e Histórico (1993–2026)
Apesar dos constrangimentos, a FPBS promove competições oficiais cujo universo se encontra fortemente concentrado em dois emblemas: Capitals e White Sharks (W. Sharks), disputando o Campeonato Misto, o Campeonato Feminino e a Taça Cidade de Abrantes, para além da presença na WBSC Slowpitch.
O histórico da modalidade reflete três décadas de oscilações:
  • 1993–1999: Início com o Encontro Nacional (Lisbon Casuals) e Taças Nacionais dominadas por ES Santo André, Académica e Tigres.
  • 2005–2011: Regresso após interregno com títulos da Agrária e Lobas, culminando no Encontro Nacional de 2011 (Crushers, W. Sharks, Ravens).
  • 2012–2026: Após mais de uma década de paragem na vertente mista/feminina nacional, a competição reativou em 2025 e consolidou-se em 2026 com o duelo entre Capitals e White Sharks.
🗺️ O Mapa das Competições: Mais de 20 Quadros Ativos em Portugal!
Enquanto o quadro federativo enfrenta desafios organizacionais, a modalidade fervilha de norte a sul, nos arquipélagos e no desporto escolar. São mais de 20 quadros e circuitos competitivos a movimentar atletas:
🌟 1. Associação Softbol Portugal (ASP) — Entidade com Estatuto de Utilidade Pública
A ASP assume o papel central na modalidade, sendo a única estrutura do setor com estatuto de UPD reconhecido pelo IPDJ. Organiza:
  • Liga Softbol Portugal Feminino (LSP): Domínio das Crushers (tricampeãs 21/22, 23/24, 24/25) com forte concorrência da Académica, Aveiro e Mutts.
  • Taça Softbol Portugal Feminino (TSP): Hegemonia total dos Crushers (cinco títulos consecutivos de 2021 a 2025).
  • Taça Softbol Portugal Promoção (TSPr): Focada no desenvolvimento, com vitórias de Aveiro, Académica e Crushers (2025 e 2026).
  • Liga Misto Oficial & Promoção (LSM / TSMP): Títulos repartidos por Crushers, Académica, Turpiales, San Francisco e Lavos (campeões em 2026).
  • Torneios Internacionais: Projeção externa com a realização da Lisbon Series, Gozo Series, Torneio Trasnos, Open Hawks e Torneio Internacional de Coimbra.
🌊 2. Liga Atlântica & Provas Regionais
  • Liga Atlântica Softbol (Misto e Regular): Com mais de 20 edições históricas desde 2005, conta com equipas emblemáticas como Yankees (campeões 23/24) e Anadia (campeões mistos 2023 e 2025).
  • Associação Basebol Softbol Norte & Liga Continental: Destaque para emblemas como Reumáticos, Piratas, Vilar, Rivers, Andorinhas, Santos e Falcons.
🎓 3. Desporto Escolar, Universitário e Taças Históricas
  • Liga Fertagus / Desporto Escolar (18.ª LIRF): A grande incubadora de talentos, dominada historicamente pelos W. Sharks (10 títulos) e recentemente pelos Crushers (2022–2026).
  • Taça Osterlund (Sénior e Júnior): Torneios de grande tradição dominados pela Académica, Adémia, Crushers, Mira e Yankees.
  • Torneio Universitário Softbol Misto: Competição contínua que coroou equipas como Miranda, Benfica, Académica, Anadia, Universidade e Yankees.
🏝️ 4. Região Autónoma da Madeira
  • Liga de Softbol da Madeira (VI Edição) & Taça Simon Bolivar: Expressivo dinamismo insular com conquistas repartidas entre Barbersport, Diamonds, Vikingos, Cerveceros e Panas (vencedores em 2026).
🏆 5. Torneios de Clubes e Encontros Festivos
A vitalidade do softbol é alimentada por uma extensa rede de torneios sociais e de aniversário: Torneio Reumáticos, Torneio Cidade de Almada, Torneio Salreu, Torneio Andorinhas, Torneio Play Burguer e Torneio Renegados.
📑 Conclusão
O softbol português vive duas realidades paralelas: no relvado, um dinamismo contagiante impulsionado pela paixão dos clubes, dinamismo da ASP, escolas e associações regionais; fora dele, a incerteza jurídica da FPBS. Uma coisa é certa: a bola continua a rolar e o softbol está mais vivo do que nunca! 🥎💥